Açúcar: balanço entre oferta e demanda vai continuar apertado em 2021/22

O mercado do açúcar também vem sendo impactado pela geada e frio intenso. Os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres fecharam a terça-feira, 3, com leve alta, em meio a temores com a seca e baixas temperaturas no Centro-Sul do país. Com isso, analistas alertam para o risco de redução da safra 2021/22 e déficit global do adoçante.

Para a analista de inteligência de mercado de cana-de-açúcar, Rafaela Souza, o processamento de cana no Brasil em 2021/22 deve ser 10,6% menor em relação à safra anterior, totalizando 541 milhões de toneladas. Diante disso, a produção de açúcar também deve ser 10,1% menor. O mesmo cenário de queda é esperado para a produção do etanol, com recuo de 10,4%.

“Devido ao déficit hídrico, observado no Centro-Sul desde o ano passado, aliada a ocorrência de três geadas no início de julho, a tendência é de que a produtividade dos canaviais diminua cada vez mais, atingindo 71,5 toneladas por hectare nessa temporada, queda de 7,9% em relação ao ano anterior”, destaca Rafaela.

Segundo a analista, esse cenário deve afetar na oferta mundial de açúcar para 2021/22, uma vez que o Brasil é o principal fornecedor da commoditie. “Na nossa última estimativa, saímos de superávit de 1,7 milhão de toneladas, para um déficit de 1 milhão de toneladas a nível global, mostrando que essa quebra de safra no centro-sul deve impactar de maneira significativa o mercado. Ou seja, o saldo entre oferta e demanda vai continuar apertado para o açúcar”, afirma a analista.

 

 

O mercado do açúcar também vem sendo impactado pela geada e frio intenso. Os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres fecharam a terça-feira, 3, com leve alta, em meio a temores com a seca e baixas temperaturas no Centro-Sul do país. Com isso, analistas alertam para o risco de redução da safra 2021/22 e déficit global do adoçante.

Para a analista de inteligência de mercado de cana-de-açúcar, Rafaela Souza, o processamento de cana no Brasil em 2021/22 deve ser 10,6% menor em relação à safra anterior, totalizando 541 milhões de toneladas. Diante disso, a produção de açúcar também deve ser 10,1% menor. O mesmo cenário de queda é esperado para a produção do etanol, com recuo de 10,4%.

“Devido ao déficit hídrico, observado no Centro-Sul desde o ano passado, aliada a ocorrência de três geadas no início de julho, a tendência é de que a produtividade dos canaviais diminua cada vez mais, atingindo 71,5 toneladas por hectare nessa temporada, queda de 7,9% em relação ao ano anterior”, destaca Rafaela.

Segundo a analista, esse cenário deve afetar na oferta mundial de açúcar para 2021/22, uma vez que o Brasil é o principal fornecedor da commoditie. “Na nossa última estimativa, saímos de superávit de 1,7 milhão de toneladas, para um déficit de 1 milhão de toneladas a nível global, mostrando que essa quebra de safra no centro-sul deve impactar de maneira significativa o mercado. Ou seja, o saldo entre oferta e demanda vai continuar apertado para o açúcar”, afirma a analista.

 

 

Canal Rural © 2020 Todos os direitos reservados.

Canal Rural © 2020 Todos os direitos reservados.