Advogado de Mato Grosso fazia parte de quadrilha que fraudava falências no Brasil

Por: Esportes & Noticias

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumpriram na última terça-feira (30) mandados de busca e apreensão contra acusados de envolvimento em um esquema de fraudes em falências, investigado na Operação Máfia das Falências. De acordo com as investigações a organização criminosa atuava em sete Estados, incluindo Mato Grosso. O advogado Alex José Silva, inscrito em Mato Grosso, é um dos envolvidos no esquema, que foi investigado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).

Com o objetivo de reunir provas da prática de crimes como corrupção, tráfico de influência, exploração de prestígio, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro, o MPF e a PF cumpriram, nesta terça-feira (30), mandados de busca e apreensão em endereços de sete pessoas físicas e uma pessoa jurídica ligadas a dois desembargadores e um juiz do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

As investigações foram iniciadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Em fevereiro deste ano o MPGO deflagrou a “Operação Máfia das Falências” contra 14 pessoas envolvidas no esquema de fraude de recuperação judicial do grupo Borges Landeiro, entre elas o advogado inscrito na Secional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Alex José Silva.

A denúncia apontou que, como líderes da organização criminosa e, inclusive, de todo o esquema, se destacaram Dejair Borges, Vicente Conte Neto, Ricardo Bonifácio e Alex Silva. O grupo surgiu em 2016 e atuou até a data da denúncia, em 19 de dezembro de 2019.

As medidas cautelares referentes à operação já no MPF, deflagrada na terça-feira (30), foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como desdobramento da Operação Máfia das Falências, iniciada em primeira instância. A descoberta de indícios de participação de magistrados com prerrogativa de foro no STJ fez com que as investigações passassem a ser conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os magistrados são investigados por integrar organização criminosa envolvida com a venda de decisões judiciais em processos de recuperação judicial de empresas. Na petição enviada ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo descreve a dinâmica de dois fatos criminosos, sendo um deles relacionado à tentativa de nomeação de administrador específico para atuar no processo de recuperação judicial de uma usina de álcool para a obtenção de lucros.