Anvisa libera CoronaVac e vacina de Oxford

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou neste domingo (20.jan.2021) o uso emergencial, em caráter experimental, da CoronaVac, vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Essa foi a última etapa para disponibilizar os imunizantes contra a covid-19 para toda a população brasileira.

A Diretoria Colegiada da Anvisa, formada por 5 diretores técnicos — entre eles o presidente Antonio Barra Torres –, analisa desde as 10h os pedidos de uso emergencial, temporário e experimental do Instituto Butantan e da vacina AstraZeneca/Universidade de Oxford, distribuída no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). É o penúltimo dia do prazo que a Anvisa estabeleceu para divulgar sua decisão.

Os diretores analisaram pareceres elaborados por três equipes da agência, formadas, ao todo, por 50 pessoas: a 1ª é a de registro de medicamentos; a 2ª, certificação de boas práticas de fabricação; e, por último, a  de farmacovigilância de medicamentos. As 3 áreas recomendaram a liberação.

A diretoria analisou a qualidade, as boas práticas de fabricação, as estratégias de monitoramento e controle do imunizante e os resultados provisórios de ensaios clínicos.

O parecer da diretora Meiruze Sousa Freitas, que indicava a aprovação do uso emergencial de ambas as vacinas, foi acompanhado pela maioria simples do colegiado.

Como o uso é emergencial, a CoronaVac e a vacina de Oxford/AstraZeneca não poderão ser comercializadas, mas apenas distribuídas na rede pública de saúde.

Por; Redação