Ativista de ultra-direita Marcelo Stachin, de Sinop, é um dos alvos do STF

Por Esportes & Notícias Com G1

O dirigentes dos movimentos de direita Frente Cidadã e Canhota Não em Mato Grosso, Marcelo Stachin, morador de Sinop e que esteve recentemente em Brasília em movimento contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional e que ameaçou invadir o STF, é o único alvo mato-grossense que a Polícia Federal está realizando em Mato Grosso e em outros 5 estados. Ele recebeu a visita dos agentes federais, que confiscaram seus celulares computadores e documentos que incentivam movimentos contra a democracia brasileira em mandado de busca e apreensão.

Marcelo Stachin, um conhecido ativista de extrema-direita em Mato Grosso já chegou a ser recebido pelo presidente Jair Bolsonaro, onde lhe apresentou o “Mitomóvel”, um carro remodelado e estilizado com as cores da direita do Brasil e que tem as imagens do presidente Jair Bolsonaro e do vice, general Hamilton Mourão.

O ativista de extrema-direita esteve em Brasilia no início de maio, quando se juntou a outros bolsonaristas extremistas defendendo a invasão no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. Ele usou muito as redes sociais incitando a população em favor do presidente Jair Bolsonaro, da ditatura com o presidente no poder e o fim do outros poderes. Ele tem publicações onde declara, junto com outro ativista, Paulo Felipe, a invasão ao STF.

Morador de Sinop, Stachin é um defensor ferrenho de Bolsonaro e tem participado ativamente de campanhas pela criação do Aliança Pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente da República.

Operação

A Polícia Federal realizou buscas e apreensões nesta quinta-feira (27) no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte. Entre os alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, os blogueiros Allan dos Santos e Winston Lima e empresário. Eles são aliados do presidente Jair Bolsonaro. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

As buscas com relação a Jefferson foram realizadas em dois endereços dele: um na cidade de Comendador Levy Gasparian e outro em Petrópolis.

Hang teve buscas em dois endereços em Brusque e um em Balneário Camboriú.

Ao todo, a operação tem 29 mandados de busca e apreensão.

Além de Rio de Janeiro e Brasília, há mandados que estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Os alvos dos mandados são:

Luciano Hang, empresário (SC)
Roberto Jefferson, ex-deputado federal (RJ)
Allan dos Santos, blogueiro (DF)
Sara Winter, blogueira (DF)
Winston Lima, blogueiro (DF)
Edgard Corona, empresário (SP)
Edson Pires Salomão (SP)
Enzo Leonardo Suzi (SP)
Marcos Bellizia (SP)
Otavio Fakhoury (SP)
Rafael Moreno (SP)
Rodrigo Barbosa Ribeiro (SP)
Paulo Gonçalves Bezerra (RJ)
Reynaldo Bianchi Júnior (RJ)
Bernardo Kuster (PR)
Eduardo Fabris Portella (PR)
Marcelo Stachin (MT)

Deputados que serão ouvidos
O ministro Moraes determinou ainda que deputados deverão ser ouvidos no inquérito em até 10 dias. Eles não foram alvos de mandados nesta quarta. São eles:

Deputados federais

Bia Kicis
Carla Zambelli
Daniel Lúcio
Filipe Barros
Geraldo Junio
Luiz Phillipe de Orleans e Bragança

Deputados estaduais

Douglas Garcia
Gildevânio Ilso

Investigações

Ao longo das investigações, laudos técnicos que demonstraram que um grupo produz e dissemina as notícias falsas, sempre com o mesmo padrão. Foram identificados pelo menos quatro financiadores desse grupo.

As investigação já identificaram ao menos 12 perfis em redes sociais que atuam na disseminação de informações, de forma padronizada, contra ministros do tribunal.

Isso significa, por exemplo, que esses perfis encaminham o mesmo tipo de mensagem, da mesma forma, na mesma periodicidade. Técnicos cruzam informações para tentar localizar financiadores desses perfis.

Delegados mantidos

Em 24 de abril, dois dias depois de Bolsonaro trocar o diretor-geral da PF, Moraes determinou que os delegados responsáveis pelo inquérito fossem mantidos, mesmo com as mudanças na chefia da corporação.

Na prática, a decisão de Moraes tinha o objetivo de blindar as investigações contra interferências.

O inquérito foi aberto em março de 2019 e terminaria em junho deste ano, mas pode ser prorrogado.

Manifestações dos investigados

Luciano Hang

Em nota, Luciano Hang disse que tem a consciência tranquila de que jamais atentou contra os ministros do STF ou contra a instituição. “Nada tenho a esconder, uma vez que tudo o que falo está nas minhas redes sociais e é de conhecimento público.”

Roberto Jefferson

O G1 ligou para o celular de Roberto Jefferson por volta das 8h50, mas o telefone estava desligado. A reportagem deixou uma mensagem.
Douglas Garcia (PSL-SP)

No Twitter, Garcia disse que operação é tem o “intuito de criminalizar a liberdade de expressão e a atividade parlamentar”.