Aumento das vendas, redução de dívida, IPOs: para analistas, CSN vive “excelente momento”

A fase que a CSN (CSNA3) está vivendo não poderia ser melhor. A combinação da alta dos preços de aço e minério de ferro com o aumento das vendas, a redução da dívida e os IPOs (ofertas públicas iniciais) dos segmentos de mineração e cimentos é, de acordo com a Planner, uma soma de fatos positivos que contribui para o que a corretora classificou como um “excelente momento” da empresa.

Segundo a Planner, os fatores positivos ajudarão na redução do endividamento da CSN – um ponto de risco comum à empresa -, levando a um expressivo incremento da rentabilidade.

“A dívida líquida da CSN caiu expressivamente no terceiro trimestre de 2020 e deve diminuir mais nos próximos trimestres”, destacou Luiz Francisco Caetano, em relatório divulgado nesta segunda-feira. “A empresa está prevendo uma queda ainda mais expressiva no quarto trimestre, com a continuação do crescimento da geração de caixa, levando a relação dívida líquida/Ebitda para menos de 2,5 vezes. Para o fim de 2021, a previsão é de que esta relação cairá para um número menor que 2 vezes”.

Dessa forma, a corretora chegou a um novo preço-alvo de R$ 44 para a ação, com recomendação de compra. Apesar da alta expressiva nos últimos 12 meses devido ao otimismo dos investidores com a empresa, a Planner acredita que o mercado continuará buscando o papel, principalmente com a expectativa de abertura de capital da CSN Mineração para o início deste ano.

A companhia tem planos de expandir os negócios de mineração. Até 2032, a CSN deve investir R$ 31 bilhões no segmento. De 2021 a 2025, a empresa pretende desembolsar R$ 14 bilhões, sendo R$ 1 bilhão em 2021 e uma média de R$ 3,3 bilhões nos anos seguintes.

Cimento

De olho no crescimento do mercado de cimentos, a Planner está confiante com a possibilidade de abertura de capital de mais uma subsidiária da CSN em 2021. Os analistas da corretora acreditam que o IPO, previsto para acontecer no primeiro semestre deste ano, vai melhorar ainda mais a precificação do papel da companhia.

Para a Planner, o cenário para a indústria de cimentos é ainda mais positivo devido à expectativa de alta dos preços do produto para os próximos anos, atualmente 21% menores do que a média histórica.

“O aumento dos outros materiais de construção e o esperado salto na demanda devem levar os preços de volta ao patamar histórico”, comentou Caetano.

por Diana Cheng