Bares e restaurantes de Cuiabá dizem ter estocado bebida

Em meio à paralisação dos caminhoneiros – que afeta a entrega de mercadorias, os bares e restaurantes de Cuiabá dizem ter estocado mercadoria e readaptado os cardápios para manter o funcionamento. A informação é da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso (Abrasel-MT).

De acordo com a instituição, o setor foi alertado no início da paralisação sobre a possibilidade da escassez de produtos e reforçou os estoques.

Mesmo com o desabastecimento, a Abrasel-MT afirma que os restaurantes estão adaptando os cardápios mesmo com a falta de insumos, frutas, verduras, legumes e carnes.

A paralisação já dura nove dias e, nesta terça-feira (29) foram registrados 30 pontos de bloqueios.

Além das rodovias federais, há registros de manifestação e aglomeração de caminhoneiros na MT-480 e MT-358 em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.

No trecho sob concessão da Rota do Oeste, concessionária que administra as rodovias de Mato Grosso, em todos os locais está autorizada a passagem de veículos de passeio, ônibus, ambulância e de carga viva e perecíveis.

Reflexos da paralisação

Na Central de Abastecimento de Cuiabá (Ceasa), o estoque de alimentos está no fim e praticamente todas as bancas já estão fechadas. Na feira do Porto, maior feira livre da capital, as bancas estão sem produtos e as que têm a qualidade é bem inferior que a comercializada normalmente.

Os 27 frigoríficos de Mato Grosso estão com as atividades suspensas por causa da greve dos caminhoneiros.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), por falta de transporte, não é possível retirar os bois das fazendas mato-grossenses, e, depois do abate, não tem como transportar as carnas.

Cerca de 750 mil aves, 17 mil bovinos e 11 mil suínos deixam de ser abatidos por dia em Mato Grosso durante a greve dos caminhoneiros.

 

Por G1-MT