Boi gordo volta a superar R$ 280; veja notícias desta sexta-feira

No mercado de grãos, enquanto o milho continua subindo no Brasil, os preços da soja parecem ter se acomodado

  • Boi: indicador do Cepea supera R$ 280 por arroba pela primeira vez desde novembro
  • Milho: início do ano tem oferta ajustada e preços firmes
  • Soja: Chicago estabiliza em torno de US$ 13,50 por bushel
  • Café: câmbio ajuda cotações no Brasil
  • No exterior: Joe Biden defende mais pacotes de estímulos nos Estados Unidos
  • No Brasil: dólar volta ao patamar de R$ 5,40 com riscos fiscais no radar

Agenda:

  • Brasil: IGP-DI de dezembro (FGV)
  • Brasil: produção industrial de novembro (IBGE)
  • EUA: número de vagas formais de trabalho criadas em dezembro

Boi: indicador do Cepea supera R$ 280 por arroba pela primeira vez desde novembro

O indicador do boi gordo do Cepea subiu pelo quarto dia consecutivo e superou R$ 280 por arroba pela primeira vez desde 30 de novembro. A cotação passou de R$ 278,30 para R$ 280,10. Com mais essa valorização, os preços já acumulam alta de 4,85% este ano.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram mais um dia de elevação. O vencimento para janeiro passou de R$ 277,50 para R$ 280 por arroba. Assim como no caso do indicador do Cepea, esse patamar não era alcançado desde o fim de novembro.

Milho: início do ano tem oferta ajustada e preços firmes

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços do milho no Brasil tiveram mais um dia muito firme. Segundo a análise, o ano começa com oferta bastante ajustada à demanda e com os vendedores aumentando as indicações de preço.

O levantamento diário da consultoria mostrou que em Uberlândia (MG), a saca subiu de R$ 74 para R$ 77; em Rio Verde (GO), foi de R$ 72 para R$ 74; e em Campinas (SP), saiu de R$ 84 para R$ 85. O indicador do milho do Cepea passou de R$ 82,31 para R$ 82,65 por saca.

Soja: Chicago estabiliza em torno de US$ 13,50 por bushel

Após a escalada dos preços que levou o bushel da soja negociada na Bolsa de Chicago às máximas de US$ 13,78, as cotações estão estáveis em torno de US$ 13,50 e US$ 13,60 por bushel nos últimos três pregões. Na quinta-feira, 7, o mercado aproveitou que os dados de exportação vieram um pouco abaixo do esperado e houve realização dos lucros acumulados nas últimas semanas.

Com a pequena alteração no exterior e apesar de mais um avanço do dólar em relação ao real, os preços no Brasil ficaram inalterados. De acordo com a Safras & Mercado, em Passo Fundo (RS), a saca se manteve em R$ 162.

Café: câmbio ajuda cotações no Brasil

Após três dias de quedas na Bolsa de Nova York, o café arábica teve uma sessão volátil em que variou entre uma recuperação expressiva ou mais um dia de baixas. Ao fim do pregão, permaneceu praticamente estável em relação ao dia anterior, cotado a US$ 1,2110 por libra-peso.

No Brasil, o que fortaleceu os preços domésticos foi a nova valorização do dólar em relação ao real. Sendo assim, o indicador do café arábica do Cepea subiu de R$ 611,28 para R$ 614,98 por saca, em uma alta diária de 0,61%.

No exterior: Joe Biden defende mais pacotes de estímulos nos EUA

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu novas medidas de estímulos fiscais no país para superar os problemas econômicos causados pela pandemia. O mercado vê como positivos novos pacotes, porém, terá sempre a preocupação com a inflação no radar, sobretudo em um momento que parece ser de um novo ciclo de alta de commodities.

Outra notícia que anima as bolsas é que um estudo laboratorial indica que a vacina da Pfizer em parceria com BioNTech é eficaz contra as novas variantes do coronavírus detectadas na Inglaterra e na África do Sul.

No Brasil: dólar volta ao patamar de R$ 5,40 com riscos fiscais no radar

O dólar subiu pelo segundo dia consecutivo e passou de R$ 5,3024 para R$ 5,399, alta diária de 1,82%. O mercado segue preocupado com os riscos fiscais no Brasil. Candidato à presidência da Câmara, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) defendeu estender o auxílio emergencial. Além disso, algumas notícias dão conta de que o governo pretende remodelar o Bolsa Família, o que pode aumentar os gastos.

No exterior, algumas moedas emergentes, pares do real, como o peso mexicano, também tiveram um dia de desvalorização em relação ao dólar. Isso sinaliza que a pressão sobre o real não foi apenas doméstica.

Na agenda de indicadores de hoje, destaque para o IGP-DI de dezembro e para a produção industrial de novembro.

Por Redação