Bolsonaro afirma que mudou o destino do Brasil; “Queremos nossos filhos no bom caminho, com boa educação”

Ueslei Marcelino/Reuters

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Após realizar uma festa no Palácio da Alvorada na tarde dessa quarta-feira (05.02), data que marcou os 400 dias de seu Governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou na presença de autoridades como os ministros Sérgio Moro, Onyx Lorenzoni, Tarcísio Gomes de Freitas, Luiz Mandetta, entre outros. O presidente fez um balanço da atuação da gestão e apresentou perspectivas para 2020.

“Quatro mil dias de casamento, estou completando essa semana. Não me equivoquei não. Com toda certeza chegarei nos 40 mil”, afirmou Bolsonaro.

O presidente disse que a satisfação de dever cumprido se deu por ele ter ao seu lado um grande time de ministros. Segundo ele, foram dias seguidos, ininterruptos, de muita tribulação, sacrifício, empenho, dedicação.

Durante o discurso, Bolsonaro lembrou-se de uma conversa que teve com presentes, ao questioná-los sobre quem entre eles pensaria estar ocupando a função que hoje ocupam. “Eu acho que quase ninguém pensava. Nós somos privilegiados”, concluiu o presidente.

Bolsonaro acrescentou que com o entendimento do grupo, a união, a vontade de acertar, a percepção das necessidades do povo, eles conseguiram sim mudar o destino do Brasil.

“Se mudamos um pouco agora, podemos mudar muito mais. Até esse projeto que regulamenta o artigo 321 da Constituição, do nosso ministro de Minas e Energia, um grande passo, depende do parlamento vão sofrer pressão dos ambientalistas, esse pessoal do meio ambiente, né? Se um dia eu puder, eu confino-os na Amazônia, já que eles gostam tanto do meio ambiente. E deixe de atrapalhar os Amazonas aqui de dentro das áreas urbanas”.

A segurança também foi um assunto pautado durante o discurso. Para o gestor o Brasil precisa avançar na segurança, pois segundo ele, não adianta ter bons planos para o turismo se não tiver a segurança devida. “Porque ninguém virá para cá”, observou.

Bolsonaro rotulou o atual Governo, como o Governo que respeita a família. Para ele isso é uma coisa que é obvia, mas ao mesmo tempo satisfatória para gestão. “Queremos nossos filhos no bom caminho, com boa educação”.

Porém, a crise na área da educação também lembrada. “A Educação chegou a um nível tal, que não pode ser ultrapassada por ninguém, porque está em último lugar”, disse presidente. Frisando que se não se investir com seriedade na questão da educação, o Brasil não terá futuro.

Há uns dias atrás, o político foi criticado por se negar, em um primeiro momento, a repatriar os brasileiros que estão na China em meio ao surto do Coronavírus, que já vitimou centenas de pessoas.

Na ocasião, o presidente falou: “Pelo que parece, tem uma família na região onde o vírus está atuando. Não seria oportuno retirar de lá, com todo respeito, pelo contrário. Não podemos colocar em risco nós, aqui, por uma família apenas”, disse na época.

Mas, poucos dias depois, após a divulgação de um vídeo de brasileiros que vivem em Wuhan solicitando ao Governo que pudessem voltar ao país de origem, a gestão anunciou estudar um plano para retirá-los do país asiático.

Durante seu discurso, ele agradeceu e parabenizou a Câmara que ontem aprovou o projeto do Executivo, que trata da quarentena e já parabenizo antecipadamente, na pessoa do Bezerra, que também confirmou que o Senado já aprovou o projeto. “Então, a gente sanciona amanhã com toda certeza”.

“Vamos buscar nossos irmãos que ficaram para trás. Se não fomos buscar antes, é porque nós das Forças Armadas ao longo dos últimos 30 anos, atravessamos um processo brutal de perseguição às Forças Armadas, de sucateamento das mesmas. De modo que, tínhamos até dificuldade de mandar um avião para lá. Tivemos que mandar os dois aviões. Não temos mais um C130 a nossa disposição. A nossa Força Aérea chegou a esse ponto”, discursou o gestor.

Já no final, Bolsonaro concluiu que hoje é presidente da República porque acredita na população, e porque tem certeza que a população acredita no Brasil, assim como todos acreditam em Deus.

“Temos um povo maravilhoso, trabalhador, que apanha e apanha muito, também é sofrido, reclama, então está na hora de atender os reclamos desse povo. E tenho certeza que juntos faremos, porque ninguém faz nada sozinho”.

“E terminaria falando de um governo, uma coisa que tinha vergonha de falar, o assunto era estado laico. Temos um estado laico, sim. Mas temos um presidente e uma grande parte da população brasileira que é cristã e se orgulha disso. Deus, Pátria e família. A TV Globo lembra disso. Tiveram a curiosidade e eu satisfiz a curiosidade dos mesmos”, finalizou.

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