Café finaliza com quedas técnicas para o arábica em NY, enquanto Londres fecha com estabilidade no conilon

Chuvas no Brasil pressionaram os preços nesta segunda-feira (8)

A segunda-feira (8) chega ao fim sem grandes variações para o preço do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Os principais contratos registraram queda de 40 pontos no mercado futuro. Março/21 encerrou valendo 124,10 cents/lbp, maio/21 valendo 126,25 cents/lbp, julho/21 negociado por 128,15 cents/lbp e setembro/21 valendo 130 cents/lbp. 

De acordo com análise internacional do site Barchart, mais uma vez os preços foram pressionados pelo retorno das chuvas nas principais áreas de produção no Brasil. “A Somar Meteorlogia informou hoje que as chuvas em Minas Gerais, a maior região produtora de café arábica do Brasil, foram de 78,5 mm na semana passada, ou 160% da média histórica”, afirma a publicação. 

Depois de um período de tempo estável, a umidade voltou na principal área produtora de café do país e a tendência é de permanência das chuvas em todo o estado de Minas Gerais nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o centro-leste mineiro pode ter chuvas acima dos 70 mm nas próximas 24 horas. 

Além disso, os números da produção da Colômbia também limitaram os ganhos para o café neste pregão. A produção de café colombiana cresceu 3% em janeiro, segundo dados da Federeção Nacional dos Cafeicultores (FNC), divulgados na última semana. 

Segundo a FNC, a produção registrada de café da Colômbia, o maior produtor mundial de café arábica lavado suave, foi de um milhão de 81.000 sacas de 60 kg, 3% a mais que os milhões de 50.000 sacas produzidas em janeiro de 2020.

Nos últimos 12 meses (fevereiro de 2020 a janeiro de 2021), a produção superou 13,9 milhões de sacas, 4% a menos em relação às 14,5 milhões de sacas produzidas no mesmo período anterior.Em linha com a produção, as exportações de café superaram 1,1 milhão de sacas de 60 kg, 3% a mais do que o milhão de 65 mil sacas exportadas no mesmo mês de 2020. 

O dia também foi de estabilidade para o café tipo conilon na Bolsa de Londres. Março/21 teve queda de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 1335, maio/21 teve queda de US$ 3 por tonelada, negociado por US$ 1353, julho/21 teve queda de US$ 1 por tonelada, valendo US$ 1371 e setembro/21 também teve queda de US$ 1 por tonelada, valendo US$ 1386.

Segundo o Barchart, uma posição vendida extremamente grande em futuros de conilon também pode sustentar ganhos adicionais no robusta em qualquer alta de cobertura de posições vendidas. “Os dados do Commitment of Traders (COT) da última sexta-feira mostraram que os fundos aumentaram sua posição vendida em futuros ICE robusta em 2.992, para 17.613 posições vendidas na semana encerrada em 2 de fevereiro, a maior posição vendida em 6 meses”, disse a publicação. 

No Brasil, o dia foi de leves quedas nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,88% em Guaxupé/MG, valendo R$ 677,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,15%, valendo R$ 655,00, Campos Gerais/MG registrou queda de 0,72%, valendo R$ 685,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 685,00, Araguarí/MG manteve o valor por R$ 690,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 700,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 0,69% em Guaxupé/MG, estabelecendo os preços por R$ 720,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,14%, negociado por R$ 715,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 725,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 740,00.

Por:  Virgínia Alves