Com pedido de vista, votação da reforma da Previdência de MT é adiada

Por Esportes & Notícias

A votação da reforma da Previdência dos servidores públicos de Mato Grosso, que deveria ter acontecido na manhã desta quarta-feira, terá de ser realizada em uma nova data, a ser definida apenas após a votação da eleição para a mesa diretora da Assembleia Legislativa marcada para 10 de junho. Na reunião desta quarta-feira, o deputado João Batista (Pros) juntamente com mais outros 7 parlamentares apresentaram pedidos de vistas da matéria, o que não agradou ao governo Mauro Mendes que queria ver a reforma que eleva de 11% para 14% nas alíquotas previdenciárias o quanto antes. João Batista informou que vai estudar a proposta governamental com o Forum Sindical, que agrega os sindicatos dos servidores. Acredita que a apreciação da matéria só acontecerá no dia 17 de junho.

Ao confirmar que houve pedido de vistas e que a votação está adiada, o presidente do legislativo mato-grossense, que concorre a seu terceiro mandado seguido na mesa diretoria disse que não haverá como levar a votação a reforma antes da eleição da casa.

“Como a eleição precisará que todos os deputados estejam presentes na Assembleia, nós teremos uma nova logística para que os parlamentares votem de seus gabinetes. Por isso não tem como o projeto ser apreciado na semana que vem”, explicou Botelho. O projeto tem rejeição entre os servidores porque aumenta a idade mínima para aposentadoria. Se for aprovado com o atual texto, os servidores só poderão se aposentar aos 62 anos para as mulheres e 65 para os homens.

A PEC polêmica tem gerado divisão entre os deputados da base do governo. Isso porque altera as regras de aposentadoria dos 100 mil servidores do Executivo estadual, que pressionam os parlamentares para votarem contra a PEC.

A primeira etapa da PEC já foi aprovada, que foi a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), em 19 de maio, com 4 votos a um. Em 20 de maio a proposta foi apresentada em Plenário, porém, tanto a base do governo quanto a oposição pediram o adiamento.