Comitê Olímpico Brasileiro cancela etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude

Da Redação

Devido a diversos fatores decorrentes da pandemia, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) decidiu cancelar a fase nacionais dos Jogos Escolares da Juventude 2020, prevista inicialmente para novembro.

A nota oficial de cancelamento foi divulgada nesta quarta-feira (25.06), após encontros virtuais entre dirigentes do Comitê e representantes das Confederações Brasileiras Olímpicas e das 27 secretarias estaduais, responsáveis pelas fases estaduais dos Jogos Escolares.

Para o superintendente de desporto escolar da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), Marcelo Cruz, a decisão do COB levou em conta os dados sobre o avanço da Covid-19 nos estados e foi debatida amplamente com os envolvidos.

“Infelizmente a preocupação com o agravamento da pandemia fez com que todos concordassem com a não realização dos Jogos Escolares deste ano. Apesar da importância da competição para fomentar a prática de atividades esportivas educacionais e valorizar habilidades dos jovens, o cancelamento neste momento foi a decisão mais prudente”, explica Marcelo Cruz.

Também em virtude dos riscos de contágio pela pandemia do novo coronavírus, o COB já havia cancelado as fases regionais em que os estados, divididos em três regiões brasileiras, disputariam as vagas para a fase final brasileira dos esportes coletivos.

De acordo com a nota emitida, a prioridade principal da entidade é a saúde e integridade física de todos os envolvidos em seus eventos e ações. Abaixo os principais fatores elencados como impedimentos para a organização segura do evento que reúne anualmente cerca de 5 mil jovens em uma mesma cidade.

– Risco de contágio em ambiente sem controle direto do COB e Confederações (ex.: transporte – aéreo e terrestre – até a cidade-sede, hotéis, centros comerciais, etc.);

– Diferença entre as situações de cada Estado em relação à pandemia e o impacto na isonomia da competição;

– Incerteza da data de retorno do calendário escolar presencial que pode comprometer o processo seletivo;

– Possibilidade de os pais não autorizarem as viagens dos alunos/atletas;

– Eventual conflito com o calendário nacional das modalidades em função da possibilidade de concentração de muito eventos no último trimestre do ano.

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