É melhor investir sozinho ou escolher um fundo de investimento?

Quando o assunto é como aplicar o dinheiro, uma dúvida comum é se vale mais a pena investir sozinho ou escolher um dos muitos fundos de investimentos que existem no mercado.

Os fundos de investimentos são ótimas alternativas para diversificar o patrimônio.

No entanto, assim como qualquer investimento, existem vantagens e desvantagens nesse tipo de aplicação. Saiba mais a respeito neste artigo!

Investir sozinho ou escolher um fundo de investimento?

Essas aplicações funcionam como uma cesta de investimentos.

Ou seja, ao adquirir cotas de um fundo de investimento, você não estará aplicando em uma, mas em várias modalidades diferentes de aplicações.

Para entender melhor: para montar um fundo de investimentos, o gestor reúne recursos de diversos investidores (também chamados de cotistas) e adquire ativos diferentes.

Esses ativos irão compor o patrimônio do fundo, e podem ser de diversos tipos como, por exemplo, CDBs, ações, debêntures, ativos em moeda estrangeira e, até mesmo, em cotas de outros fundos.

Logo após, são vendidas cotas desse fundo para os investidores. Dessa forma, é como se cada um dos cotistas estivesse aplicando em todas as modalidades que compõem o patrimônio do fundo. Simples, né?

Vantagens dos fundos de investimentos

Vamos ver agora algumas vantagens que essas cestas de produtos podem oferecer.

1 – Diversificação

Uma das coisas mais importantes da carteira de investimentos é a diversificação. E os fundos de investimentos são uma das formas mais fáceis de se conseguir isso. Como vimos, nos fundos o patrimônio fica distribuído em diferentes modalidades, o que aumenta as chances de ganhos e, também, reduz o risco das aplicações

2 – Acessibilidade dos fundos

Ao adquirir cotas de um fundo, o investidor tem acesso a uma quantidade de ativos por um preço bem menor do que se decidisse aplicar em todas essas modalidades sozinho.

 3 – Gestão profissional

Outro ponto positivo dos fundos de investimentos é a presença de um gestor profissional.

O gestor é o responsável pela escolha e pelo acompanhamento dos ativos que formarão o patrimônio do fundo. Dependendo da estratégia do investimento, ele vai selecionar as aplicações, monitorar o seu desempenho e substituí-las caso não estejam atendendo às expectativas de rentabilidade.

A estratégia dos fundos de investimento pode ser passiva ou ativa. Neste artigo, entenda como funciona cada uma delas:

Por falta de conhecimento (ou mesmo de interesse), pode ser que você não tenha disponibilidade para escolher e acompanhar as suas aplicações. Nesse caso, investir em fundos pode lhe dar mais segurança do que se fosse aplicar sozinho os seus recursos.

4 – Transparência nas informações

Todo fundo de investimento é obrigado a ter um regulamento, no qual serão detalhadas todas as informações relativas à aplicação, como tipo e estratégia do fundo, prazo de duração, custos, entre outras. Periodicamente, também precisam divulgar os seus resultados e todos os fatos relevantes, inclusive eventuais alterações no patrimônio realizadas pela gestão.

Além disso, os fundos de investimentos são fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ou seja, trata-se de uma aplicação transparente e de fácil acompanhamento para o investidor.

Desvantagens dos fundos de investimentos

Agora, veremos alguns pontos menos favoráveis desse tipo de aplicação.

1 – Custos dos fundos

Ao investir em fundos de investimentos, você terá alguns custos adicionais que não existem em outras aplicações.

Um deles é a taxa de administração. Essa taxa serve para remunerar o administrador e o gestor do fundo, e incide sobre o patrimônio total do investimento.

Além disso, alguns fundos também cobram a taxa de performance. Trata-se de um percentual sobre o que excede o benchmark (índice de referência) do fundo.

Por isso, na hora de escolher um fundo de investimento, você deve prestar atenção nessas duas taxas. Isso porque, caso sejam muito elevadas, poderão comprometer o resultado final da sua aplicação.

2 – Autonomia reduzida

Outro ponto que, eventualmente, pode ser desfavorável nos fundos de investimentos é a falta de autonomia do investidor em relação à escolha dos ativos.

Como vimos, todo o trabalho de seleção e acompanhamento das aplicações é realizado pelo gestor. A única escolha que o investidor pode fazer é em relação ao tipo de fundo de investimento.

Essa falta de autonomia pode ser um ponto negativo para o investidor mais experiente, que deseja fazer as próprias escolhas e dispor das aplicações da forma que desejar.

3 – Liquidez

Ao investir em fundos, uma das coisas importantes nas quais você deve prestar atenção é nas condições de resgate.

Assim como há fundos com liquidez em D+0 (resgate imediato) ou D+1, existem outros que podem demorar dias ou até mais de um mês para o recurso cair na conta.

Não que isso seja sempre um problema, pois muitos fundos de baixa liquidez oferecem bons resultados. A questão é que, para esses fundos valerem a pena, você deve estar ciente de que não precisará dos recursos durante determinado período.

A liquidez do fundo e as suas condições de resgate são informações que também devem estar descritas no regulamento da aplicação.

por Renan Dantas