Economistas veem pontos positivos em plano de estímulo de Biden nos EUA

Economistas viram muitos pontos positivos em como o plano de estímulo de US$ 1,9 trilhão do presidente eleito Joe Biden vai atacar a pandemia e apoiar a recuperação, mesmo que elementos importantes sejam ineficientes ou não ofereçam alívio duradouro.

Bilhões em gastos para distribuir vacinas e melhorar os testes foram vistos como positivos, juntamente com a expansão dos benefícios de desemprego.

Ao mesmo tempo, pagamentos diretos generalizados não irão necessariamente apenas para as pessoas que mais precisam desses benefícios, e não está claro se partes mais ambiciosas do plano poderiam ser aprovadas com um Senado dividido.

O plano inclui propostas para enviar cheques de US$ 1.400 para milhões de famílias americanas, aumentar o salário mínimo federal de US$ 7,25 para US$ 15 por hora e ampliar os benefícios de desemprego.

O pacote também destinaria cerca de US$ 400 bilhões para acelerar a vacinação da Covid-19 e reabertura de escolas, e cerca de US$ 440 bilhões principalmente para ajudar “pequenas empresas mais afetadas”.

Isso será seguido por um programa mais amplo introduzido em fevereiro com foco em metas de longo prazo, como infraestrutura e mudança climática.

A proposta inicial é “essencialmente um pacote de alívio para desastres”, disse Michael Gapen, economista-chefe para EUA no Barclays Capital. As propostas “não pretendem alterar gastos e impostos. É provável que seu efeito seja mais limitado em termos de multiplicadores e impacto sobre a atividade econômica”.

O plano não levou a grandes mudanças de imediato das previsões econômicas, que no geral apontam uma recuperação econômica em 2021 após a retração do ano passado. Gapen disse que o plano está amplamente de acordo com suas expectativas para a proposta e perspectivas econômicas.

Alguns economistas concordaram que controlar o coronavírus é a coisa mais importante que Biden pode fazer pela economia, e o pacote poderia ajudar se os gastos com vacinação forem aplicados de maneira inteligente.

“As coisas mais importantes que seriam benéficas para a economia são mais dinheiro para o sistema médico tratar doentes e lidar com a logística das vacinas”, disse Carl Tannenbaum, economista-chefe da Northern Trust.

Stephen Stanley, economista-chefe da Amherst Pierpont Securities, disse que, com o auxílio-desemprego suplementar previsto para expirar em março, mais assistência era necessária.

No entanto, ele avalia os cheques de estímulo como uma abordagem “dispersa”.

“Além de ser caro e ineficiente, em um ambiente econômico normal não funciona muito bem”, disse Stanley.

Diane Swonk, economista-chefe da Grant Thornton, disse que o apoio fiscal extra é extremamente necessário, mas pode ser difícil de ser aprovado.

“Há um choque de realidade de que existe uma pequena maioria no Senado”, disse Swonk, em referência ao fato de que os democratas só controlarão a casa após a posse de Biden devido ao poder da vice-presidente de desempatar a divisão partidária 50-50. A proposta de Biden, acrescentou, pode ser “aspiracional”.

por Diana Cheng