Em luta exibição anterior, Mike Tyson ‘amassou’ adversário em 2006

A luta exibição contra Roy Jones Jr., em 12 de setembro, em Carson, na Califórnia, não será a primeira deste tipo para Mike Tyson. Em 21 de outubro de 2006, em Ohio, um ano após pendurar as luvas, o ex-campeão mundial dos pesos pesados, então com 40 anos, subiu no ringue para quatro rounds com Corey Sanders, um adversário nove anos mais jovem e com protetor de cabeça. A ideia, que não teve sucesso, era fazer uma turnê de lutas pelo mundo.

Tyson estava visivelmente acima do peso e lutou com uma camiseta – apoiando o então governador de Maryland, Michael Steele, candidato ao senado norte-americano. Mesmo bem fora de forma, ao contrário dos dias de hoje, o ex-campeão levou mais de seis mil pessoas ao ginásio. Logo acertou uma boa combinação de golpes e mandou o rival a knockdown. Ainda no primeiro round, um fortíssimo direto de direita abalou bastante Sanders, que precisou ser amparado pelo próprio Tyson.

Orientado pelo ex-campeão Jeff Fenech, Tyson se movimentou e concentrou seus golpes mais fortes na linha de cintura do oponente, que praticamente não acertou a cabeça de Tyson, pois seus golpes eram bem mais lentos que o normal. No terceiro assalto, com a diminuição no ritmo da luta, foi possível notar algumas vaias do público.

As críticas fizeram Tyson acertar dois bons golpes na curta distância que deixaram Sanders, de 1,98 metro e 132 quilos, visivelmente tonto. No quarto e último assalto, Sanders ficou nas cordas e Tyson acelerou os golpes no fim. Os fãs gostaram e Tyson, muito cansado, foi declarado o vencedor.

Na época, nenhum comentário foi feito com a intenção de deslumbrar a possibilidade de um retorno do ex-campeão. Quatorze anos depois, parece algo possível.

ADVERSÁRIO – Roy Jones Jr. tem uma grande curiosidade em sua carreira. Em 1996, Jones jogou basquete à tarde pelo time de Jacksonville e à noite foi enfrentar Erik Lucas e venceu a luta após 12 assaltos, mantendo o cinturão dos supermédios da Federação Internacional de Boxe (FIB). O amor pelo basquete passou para o filho Roy Jones III, que se tornou um grande jogador universitário.

Para alguns críticos, esta e outras atitudes de Jones colaboraram para que seu físico ficasse deteriorado no fim de carreira. O pugilista também ganhou muito peso durante os anos, ao se sagrar campeão dos médios (até 72kg), supermédios, meio-pesados e pesos pesados (até 90kg).

Especialistas afirmam que Jones pagou um preço alto por exigir demais de sua parte física, ao subir até os pesados e depois retornar para os meio-pesados, o que lhe valeram algumas derrotas inesperadas.