Emanuel sofre mais uma derrota no TJ e quarentena obrigatória continua em Cuiabá

Por Esportes & Notícias

Emanuel Pinheiro (MDB), prefeito de Cuiabá acumulou mais uma derrota em sua luta para poder reabrir as portas do comércio e da indústria na Capital mato-grossense Nesta sexta-feira, à noite, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha negou o recurso impetrado pelo prefeito para reverter a quarentena obrigatória, implantada em Cuiabá e Várzea Grande por 15 dias e que está em funcionamento desde quinta-feira. O magistrado alegou que como o prefeito já decretou um decreto para a quarentena a análise do recurso se torna inócuo.
A quarentena obrigatória foi decretada nas duas cidades pelo juiz José Leite Lindote, da Vara Especializada da Saúde Pública de Várzea Grande em atendimento a um pedido do Ministério Público Estadual por causa do considerável aumento de infectados e mortos pela Covid=19.

“Como se observa, não há mais que se falar em suspensão da execução da liminar deferida pelo Juízo de Primeiro Grau, eis que ela se encontra sendo cumprida pelo Município de Cuiabá”, disse o presidente. Diante do exposto, ante a perda superveniente do objeto deste incidente, julgo prejudicado o pedido deduzido na inicial”, emendou o magistrado, ao determinar o arquivamento do pedido.

Emanuel Pinheiro havia ingressado com o pedido de liminar na manhã de quinta-feira. Este é o terceiro recurso que ele perde na justiça na tentativa de encerrar rapidamente a quarentena.

O desembargador Carlos Alberto Alves argumentou que é preciso ter em mente que o combate à Covid-19 é imprescindível e precisa de uma coordenação técnica, “sob pena de não se resguardar o acolhimento daqueles que estão em situações mais vulneráveis ou de risco iminente à sua saúde”.

“‘As idas e vindas’ que são apresentadas ao longo das semanas formulam aos mais incautos a ideia de que ‘está tudo resolvido’, de que não se faz necessário evitar-se aglomerações, reuniões de família, amigos ou de grupos, ou dispensar-se o uso da máscara quando vai se fazer uma caminhada (que deveria ser sempre individual ou com distância suficiente entre as pessoas)”, disse.