“Eu diria para não usar (Dicamba)”, diz Galvan

Antônio Galvan é uma liderança do agronegócio. O produtor rural é natural do Rio Grande do Sul mas desenvolveu sua atividade, inicialmente no Paraná e há 35 anos está radicado no Mato Grosso, onde produz soja no município de Vera, no norte mato-grossense. 

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Além do campo Galvan já comandou o Sindicato Rural de Sinop e foi diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), além de ter estado a frente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) nos últimos dois anos. Na última terça-feira (20) ele passou a comandar a Aprosoja Brasil, que reúne 16 estados produtores.

A cerimônia de posse foi on-line em função da pandemia e, antes, em uma coletiva de imprensa, Galvan declarou que a prioridade em sua gestão será sendo o produtor rural, conforme o Portal Agrolink já informou.

VEJA: ‘Continuaremos valorizando os produtores de soja”, diz novo presidente da Aprosoja

Horas mais tarde, durante o evento de posse para o triênio 2021/2024, o dirigente foi enfático ao falar de algumas questões. “Não teve um produtor que não se endividou nos quatro cantos do país. O excesso de produção não deixa ninguém de pé. Quando você tem quebra de produção quem colheu teve as melhores safras. Infelizmente nesta safra teremos alguns colegas nessa situação, perdendo produção”, iniciou.

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Outro ponto mencionado foi a classificação de soja e o preço do grão. “A forma de classificar grãos nós não vamos mais aceitar, custe o que custar. Agora nós estamos embasados cientificamente no trabalho. Este trabalho mostra que esse grão avariado de soja não tem nada lá dentro de estragado, não tem nada lá que não seja aproveitado. Não tem nada na literatura que diga que esse grão não pode ser pago ao produtor”, disse.

“Nunca vi uma carga de soja e milho jogada fora. Será que a empresa que recebe esse grão avariado joga fora? Tem produtor que leva soja para vender e fica devendo pelo sistema de aplicação dos descontos. Essa será uma luta forte nossa”, mencionou.

Ele também mencionou algumas pautas específicas para o setor. Também citou o caso da regulamentação do Dicamba que já causou prejuízos no Estados Unidos e que para ele “é urgente” e que produtores que fazem uso incorreto devem ser punidos.

“Temos que ter uma regulamentação séria e responsabilizar quem esta usando uma molécula que não tem controle. Não podemos aceitar de forma nenhuma que o produtor vai pagar mais esse pecado. Por que lá nos Estados Unidos estão todos se matando, um culpando o outro, empresa lavando as mãos porque botou vinte condicionantes para atender e eu duvido quem consiga atender 3 ou 4. Um produto que tem a volatilidade que pode desprender até 72 horas depois pelo calor e pelo vento danificar a lavoura do vizinho? Mas foi liberado aqui no Brasil. Eu não vou ficar calado sabendo que um produtor que atingiu o outro e não ser responsabilizado. Eu diria, aqui, publicamente, para não usarem este produto. A dona da tecnologia terá que se explicar e o governo que liberou também”, destacou.

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O dirigente disse que vai procurar o Ministério da Agricultura para conversar a respeito do Dicamba no país. ” Uma molécula que tem mais de 50 anos, uma molécula balida que está com quase zero de eficiência em folhas largas que é o que eles prometem que é a solução. Nós acompanhamos os estudos lá nos EUA e algumas áreas aqui”.

Para ele outro ponto a ser trabalhado é a venda antecipada. Nesta safra, por exemplo, os produtores que fecharam contratos a R$ 80 viram o preço dobrar no mercado. O clima desfavorável, com muitas chuvas, também levou a perdas totais em lavouras do Mato Grosso. “Essa responsabilidade tem que ser dividida entre comprador e agricultor. Quem comprar antecipado e o grão não está no armazém tem que entrar no risco. Ou espera colher para depois vender o que sabe que já está pronto. Vamos cobrar isso”.

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Galvan já esteve envolvido em polêmicas como a área de soja plantada em fevereiro junto com outros produtores no Mato Grosso com objetivo de estudo sobre a Ferrugem Asiática. No Estado o plantio pós 31 de dezembro é proibido como forma de evitar a doença. Relembre a história:

Aprosoja e a soja em fevereiro têm novos capítulos

Galvan substitui Bartolomeu Braz e também assume com uma nova diretoria. Como seu vice está o também produtor rural paranaense José Eduardo da Fonseca Sismeiro.