Federer revela que não tem previsão de volta: ‘No momento está tudo meio incerto’

Sem competir desde Wimbledon, quando foi eliminado nas quartas de final pelo polonês Hubert Hurkacz, o suíço Roger Federer segue se recuperando de um problema no joelho. Para o tenista, o momento é só de incerteza quando o assunto é seu retorno às competições. Em entrevista ao jornal suíço Blick, o ex-número 1 do mundo, que recentemente completou 40 anos, contou que nem ele mesmo sabe ainda quando poderá disputar novamente um torneio.


“Meu joelho funciona, mas estou de férias agora e não faço nada há muito tempo. Depois de Wimbledon, tive que interromper as atividades devido ao problema. Esta semana vou me encontrar com meus médicos e o resto da minha equipe para ver o que exatamente está acontecendo e como podemos seguir em frente. No momento está tudo meio incerto”, disse Federer, que não pode disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Vivendo um momento diferente da carreira, o suíço vê as perguntas atualmente serem mais difíceis de se responder. “Antes as questões eram sobre ranking e torneios, mas agora está complicado: como vou me sentir se repetir esse exercício? O que sou capaz de alcançar? Quais são meus verdadeiros objetivos? Como conseguir tudo isso sem deixar de lado minha família?”, pontuou o atual número 9 do mundo.

“Nesta fase da minha carreira ouço muito mais do que quando era jovem, a minha atitude é diferente, totalmente diferente de há dez anos atrás”, complementou o veterano de 40 anos, que falou sobre o seu aniversário. “Foi muito bom, é sempre fácil passar um tempo com a família, com os filhos, com a (esposa) Mirka e com os meus pais”, observou o tenista.

“Comemoramos com amigos, até me animei com o karaokê, mesmo sendo incrivelmente ruim. Achei que poderia cantar essas músicas muito melhor, mas não. Onde você sempre pode me encontrar é na pista de dança, de preferência quando não tem gente, para não me gravarem e depois colocarem na internet. No passado, eu costumava olhar para pessoas na casa dos 40 anos e elas pareciam muito velhas para mim; agora, de repente, eu também sou um deles”, brincou.

A idade fez com que Federer precisasse de mais tempo para tudo. “Anos atrás, se por exemplo minhas costas estivessem bloqueadas ou eu sentisse dores, sabia que em dois dias tudo estaria consertado e poderia voltar a treinar como de costume. Hoje esses prazos podem ir até duas semanas”, contou o suíço.

“Você tem que se adaptar, não tem outra opção, sempre foi assim na minha carreira. Os fatores mudaram: o grau de consciência, os sucessos, as experiências, minha identidade. Estou sempre procurando ver o lado bom das coisas e, se não for bom no momento, sei que vai melhorar com o tempo ou pode ser muito pior. Estou bem, minha família é saudável, acabei de fazer 40 anos e continuo ativa. Estou totalmente em paz comigo mesmo, não tenho dúvidas de que ainda haverá muitas coisas bonitas pela frente”, finalizou.