Geadas podem ter afetado 27% da área de trigo no Paraná

As geadas na região Sul do Brasil entre a última terça-feira, dia 27, e sexta-feira, 30, podem resultar em perdas na atual safra de trigo, segundo produtores e técnicos agrícolas. Na avaliação deles, o impacto das geadas pode comprometer a produtividade e o potencial do trigo do Paraná, especialmente nas áreas mais adiantadas do estado.

Já no Rio Grande do Sul, onde a lavoura é plantada mais tarde, os efeitos tendem a ser pontuais, já que uma área ainda pequena está em floração, fase em que o fenômeno pode ser prejudicial. Em ambos os estados, as possíveis perdas ainda estão sendo contabilizadas, pois os danos por geadas levam de 10 a 15 dias para ficarem aparentes.

No Paraná, maior produtor nacional do cereal, 27% das lavouras se encontram em floração e 1%, em frutificação, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura. É essa área que pode ser afetada, ou 333,8 mil hectares em fases altamente suscetíveis ao gelo.

“Há ainda uma outra parte das lavouras na fase de emborrachamento que também têm risco de danos”, avalia o analista de trigo do Deral, Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, ainda não é possível mensurar se as perdas destas últimas geadas serão significativas. “Os prejuízos podem ser parciais, com problemas no enchimento dos grãos, ou total. Os reflexos na produção podem ser avaliados quando essas lavouras atingirem a frutificação”, observa Godinho.

Na última semana foram registradas geadas generalizadas em todas as regiões do estado, conforme os técnicos do Deral. Áreas mais adiantadas do centro-oeste do estado podem ter danos mais críticos. O Deral está avaliando a situação no campo e os possíveis danos devem ser mensurados em torno de uma a duas semanas após a ocorrência do fenômeno.

Os reflexos sobre a produtividade e a qualidade das plantas podem ser considerados no relatório mensal de produção e área que o Deral divulga em 26 de agosto. “Uma quebra de produção, com a abrangência das geadas, será inevitável”, antecipa Godinho.

No Rio Grande do Sul, as plantações das principais áreas tritícolas do estado foram cobertas por gelo, contudo 98% das lavouras ainda estão em fase de desenvolvimento vegetativo. As lavouras em floração do estado, fase suscetível à geada, atingem 2% da área plantada, segundo a Emater-RS/Ascar. “Possível perda em 2% é pouco representativo. É preciso aguardar para verificar a possibilidade de danos”, disse o diretor técnico da Emater, Alencar Rugieri. A semeadura do cereal avançou para 98% da área prevista, de 1,12 milhão de hectares

As geadas na região Sul do Brasil entre a última terça-feira, dia 27, e sexta-feira, 30, podem resultar em perdas na atual safra de trigo, segundo produtores e técnicos agrícolas. Na avaliação deles, o impacto das geadas pode comprometer a produtividade e o potencial do trigo do Paraná, especialmente nas áreas mais adiantadas do estado.

Já no Rio Grande do Sul, onde a lavoura é plantada mais tarde, os efeitos tendem a ser pontuais, já que uma área ainda pequena está em floração, fase em que o fenômeno pode ser prejudicial. Em ambos os estados, as possíveis perdas ainda estão sendo contabilizadas, pois os danos por geadas levam de 10 a 15 dias para ficarem aparentes.

No Paraná, maior produtor nacional do cereal, 27% das lavouras se encontram em floração e 1%, em frutificação, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura. É essa área que pode ser afetada, ou 333,8 mil hectares em fases altamente suscetíveis ao gelo.

“Há ainda uma outra parte das lavouras na fase de emborrachamento que também têm risco de danos”, avalia o analista de trigo do Deral, Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, ainda não é possível mensurar se as perdas destas últimas geadas serão significativas. “Os prejuízos podem ser parciais, com problemas no enchimento dos grãos, ou total. Os reflexos na produção podem ser avaliados quando essas lavouras atingirem a frutificação”, observa Godinho.

Na última semana foram registradas geadas generalizadas em todas as regiões do estado, conforme os técnicos do Deral. Áreas mais adiantadas do centro-oeste do estado podem ter danos mais críticos. O Deral está avaliando a situação no campo e os possíveis danos devem ser mensurados em torno de uma a duas semanas após a ocorrência do fenômeno.

Os reflexos sobre a produtividade e a qualidade das plantas podem ser considerados no relatório mensal de produção e área que o Deral divulga em 26 de agosto. “Uma quebra de produção, com a abrangência das geadas, será inevitável”, antecipa Godinho.

No Rio Grande do Sul, as plantações das principais áreas tritícolas do estado foram cobertas por gelo, contudo 98% das lavouras ainda estão em fase de desenvolvimento vegetativo. As lavouras em floração do estado, fase suscetível à geada, atingem 2% da área plantada, segundo a Emater-RS/Ascar. “Possível perda em 2% é pouco representativo. É preciso aguardar para verificar a possibilidade de danos”, disse o diretor técnico da Emater, Alencar Rugieri. A semeadura do cereal avançou para 98% da área prevista, de 1,12 milhão de hectares

Canal Rural © 2020 Todos os direitos reservados.

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