Governador: acusao do MPF no sinnimo de condenao

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O governador Mauro Mendes (DEM) saiu em defesa do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime de lavagem de dinheiro.

 

“Acusação de Ministério Público não é decisão judicial”, disse Mendes nesta quarta-feira (30), ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto.

 

A denúncia contra Carvalho, assinada pela procuradora da República Vanessa Scarmagnani, é derivada da Operação Ararath e tem como base repasses de valores que totalizaram R$ 788,5 mil – feitos em 2010 pela Globo Fomento Ltda., do delator Gércio Marcelino Mendonça Júnior, à empresa São Tadeu Energética S/A, que tem Mauro Carvalho como sócio.

 

Eu já fui acusado pelo Ministério Público Federal e esse mesmo Ministério Público Federal depois me absolveu

“Eu já fui acusado pelo Ministério Público Federal e esse mesmo Ministério Público Federal depois me absolveu”, afirmou em alusão ao fato de ter sido alvo da Operação Ararath, cujo inquérito foi arquivado posteriormente por falta de provas.

 

As declarações foram dadas momentos antes de Mendes fazer uma apresentação sobre um projeto, encaminhado à Assembleia Legislativa, que prevê a redução de penalidades e multas acessórias no Estado.

 

Na oportunidade, Mendes ainda foi confrontado sobre declarações dadas recentemente, dando conta de que não apoiaria – num processo eleitoral – pessoas envolvidas com corrupção.

 

Mauro Carvalho é apontado, nos bastidores, como um dos nomes favoritos do governador para disputar a Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2020.

 

“É diferente você tomar a decisão interna ou escolher alguém para apoiar, que é um livre arbítrio que tenho sobre decidir quem apoio ou em quem eu voto. É uma decisão muito diferente de querer condenar uma pessoa antes de ser julgado pela Justiça”, resumiu.

 

Denúncia

 

Segundo o MPF, os R$ 788,5 mil repassados a Mauro Carvalho foram usados para pagar um empréstimo feito pela São Tadeu – empresa da qual é sócio – com o BicBanco.

 

O ex-governador Blairo Maggi é citado como eventual devedor solidário, já que avalizou um dos empréstimos à empresa.

 

Além de Carvalho, foi denunciado o ex-secretário de Estado, Eder Moraes. Segundo o MPF, Eder – que liderava um sistema financeiro paralelo, durante 2005 e 2013, nas gestões dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa -, foi quem determinou os repasses das empresas de Mendonça Júnior para a São Tadeu.

 

Para o MPF, o dinheiro transferido à empresa de Carvalho teve origem ilícita, de vários esquemas operados por Eder, e “serviram para ocultar e dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade da quantia de R$ 788.500,00”.

 

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