Governador diz que prefeito é incoerente e quer saber onde estão UTI’s financiadas pela União

Por Esportes & Notícias

 

O governador Mauro Mendes (DEM) critica a abertura dos shoppings, bares e restaurantes em Cuiabá, essa semana. O gestor avalia a decisão o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) como incoerente diante do número de contaminados. Ainda declara que o chefe do Executivo municipal cria tumulto para não explicar onde foi parar o dinheiro encaminhado pelo Ministério da Saúde para criação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Com leitos abertos, nós podemos continuar trabalhando e atendendo a nossa população. Agora, a prefeitura de Cuiabá, que tem grande papel na saúde da população, que recebe dinheiro do Ministério da Saúde, simplesmente desaparece de cenário. Fica num jogo de palavras para lá e para cá, dizendo que é política. Isso não é politicagem não, são números. Cadê os leitos que deveriam ter sido abertos?”, intima o governador.

Na semana passada, o Estado acusou o Município de fechar 40 leitos de UTI no Pronto Socorro Municipal (PSMC) que deveriam ficar disponíveis até julho. Em sua defesa, Emanuel disse que os leitos não serão fechados, pois eles sequer foram abertos. Que serão disponibilizados no Hospital Municipal São Benedito.

“Tudo o que ele fala é para fugir do questionamento central. Cadê os leitos de UTI na cidade de Cuiabá? O que ele fez com os R$ 42 milhões que era para abrir a UTI?”, quer saber o governador.
Para o gestor, ter leitos disponíveis garante que as atividades econômicas continuem a funcionar. Pois haverá espaço para atender aos possíveis contaminados. Mendes sempre foi contrário ao fechamento total do comércio, posição oposta ao do prefeito, que defendia maior isolamento social.

“Isso me deixa extremamente irritado, porque vejo muita conversa e pouca ação. Principalmente diante dessa situação de tantas pessoas morrendo e pode morrer ainda mais. Quanto tinha só um caso ele queria fechar tudo, agora que tem mais de 700 casos ele quer abrir tudo. Não consigo entender. Há uma falta de coerência aí. Mas o que importa é o que o Estado de Mato Grosso está fazendo, que é seguir o que recomenda a Organização Mundial da Saúde que diz que não pode faltar leito nos hospitais. Principalmente leito de UTI”, afirma Mauro Mendes.
Cuiabá tem 10 mortes por covid-19 e o Estado todo já contabiliza 63 perdas.