Governo Taques foi bom e o tempo vai provar isso, diz Wilson

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O deputado estadual reeleito Wilson Santos (PSDB) reconheceu que o governador Pedro Taques (PSDB) cometeu erros, mas que o tempo provará que sua gestão teve um bom desempenho.

 

Em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta segunda-feira (15), o tucano disse que a atual administração não soube comunicar os seus feitos.

 

Taques terminou a eleição em terceiro lugar, com 18,89% dos votos válidos. Ele ficou atrás de Mauro Mendes (DEM), eleito governador com 58,81%, e de Wellington Fagundes (PR), que teve 19,58%.

 

“O Governo Pedro Taques foi bom e o tempo vai provar isso. Mas o governo não soube se comunicar com a população. Nós não conseguimos mostrar para a sociedade o que fizemos. Primeiro, não conseguimos mostrar como assumimos o Governo em janeiro de 2015. A herança maldita do governo Silval”, disse.

 

“Foram dezenas de auditorias, mas eram tão burocráticas, tão complexas, que a população não entendia. Nós não soubemos comunicar. E gastamos pouco com comunicação. Hoje, um governo gasta em média de 1% da arrecadação bruta anual. Nós gastamos 0,3%, menos da metade daquilo que é de senso comum entre os governantes”, afirmou.

 

Pedro Taques foi eleito pelo PDT, pelo 12. Depois, veio ao PSDB e nosso partido ficou assistindo a administração

Wilson ainda criticou a participação do PSDB na gestão de Taques. Segundo ele, o partido apenas assistiu a administração, sem interferir com conselhos, análises e elaboração de documentos que auxiliassem o governador derrotado.

 

Ele citou, por exemplo, o deputado federal Nilson Leitão, que comandou a sigla até o começo deste ano. Disse que o tucano focou em Brasília e não pôde auxiliar no Estado.

 

“Pedro Taques foi eleito pelo PDT, pelo 12. Depois, veio ao PSDB e nosso partido ficou assistindo à administração. O partido não reunia, não fazia avaliação semestral, anual da gestão. Não apontava caminhos, não elaborou nenhum documento nesses quatro anos. Não fez nenhuma manifestação documental, firme, para correção de posturas, de rotas”, disse.

 

“Boa parte dos membros do partido veio para dentro do governo, deixou de ser militante partidário e tornou-se comissionado. Então, tivemos um problema de comunicação do governo estadual e um problema na direção do partido. O deputado Nilson Leitão ficava praticamente em Brasília, o tempo todo, assumiu funções muito importantes, e dedicou pouco tempo ao partido em nível estadual. E o partido ficou à mercê, assistindo à gestão Taques”, afirmou.

 

O tucano concluiu afirmando que apesar de episódios como a Operação Rêmora, a prisão de secretários, o adiamento na data do pagamento salarial, a gestão fez uma série de entregas importantes e que serão lembradas no futuro.

 

“Eu não tenho problema de fazer mea-culpa. Quando deixei a Prefeitura de Cuiabá, em 2010, assumi que foi um erro meu. Meu maior erro. Houve problemas, sim, houve a Rêmora, deslocamento do pagamento de salário, prisão de secretários. Mas tivemos realizações que superaram tudo isso”, completou.

 

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