Justia Militar recebe denncia contra sargento pego com 37 kg de cocana em avio da FAB

A Justiça Militar recebeu, no fim da tarde de quarta-feira, uma denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar contra o segundo-sargento da FAB Manoel Silva Rodrigues por tráfico internacional de entorpecentes. O militar foi detido em junho de 2019 no aeroporto de Sevilha, na Espanha, acusado de transportar 37 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que integrava comitiva do presidente Jair Bolsonaro. 

 
O militar foi preso por autoridades da Espanha após desembarcar no país no dia 25 de junho, transportando cocaína pura, com valor calculado em 1,4 milhões de euros, correspondente a cerca de R$ 6,3 milhões. À época do crime, foi divulgado que a quantidade transportada era de 39 quilos, mas o número foi corrigido após perícia para 37 kg.

 

O promotor de Justiça Militar Jorge Augusto Caetano de Farias, da 2ª Procuradoria da Justiça Militar, em Brasília (DF), denunciou o sargento junto à
Justiça Militar da União pelo crime de tráfico internacional de drogas.

 
Apesar do tráfico internacional de drogas não estar previsto no Código Penal Militar (CPM), o caso se enquadra na hipótese de crime de natureza militar por extensão e o agente é um militar em situação de atividade que supostamente atentou contra a ordem administrativa militar.
 
Ao receber a denúncia, o juiz federal da Justiça Militar Frederico Magno de Melo Veras, titular 2ª Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (11ª CJM), em Brasília, sustentou que o documento estava revestido das formalidades legais e designou o dia 21 de maio de 2020, às 14h, para inquirição das testemunhas, data que leva em consideração a circunstância de o acusado ser citado por meio de pedido de cooperação jurídica internacional,
por meio do Ministério da Justiça. Ele está preso em Sevilha, na Espanha.
 
 

 

O militar foi preso por autoridades da Espanha após desembarcar no país no dia 25 de junho, transportando cocaína pura, com valor calculado em 1,4 milhões de euros, correspondente a cerca de R$ 6,3 milhões. À época do crime, foi divulgado que a quantidade transportada era de 39 quilos, mas o número foi corrigido após perícia para 37 kg.

 

Apesar do tráfico internacional de drogas não estar previsto no Código Penal Militar (CPM), o caso se enquadra na hipótese de crime de natureza militar por extensão e o agente é um militar em situação de atividade que supostamente atentou contra a ordem administrativa militar.

 

Ao receber a denúncia, o juiz federal da Justiça Militar Frederico Magno de Melo Veras, titular 2ª Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (11ª CJM), em Brasília, sustentou que o documento estava revestido das formalidades legais e designou o dia 21 de maio de 2020, às 14h, para inquirição das testemunhas, data que leva em consideração a circunstância de o acusado ser citado por meio de pedido de cooperação jurídica internacional,
por meio do Ministério da Justiça. Ele está preso em Sevilha, na Espanha.