Mais de um milhão de vibradores foram vendidos durante a quarentena no Brasil

Da Redação Com Yahoo

O isolamento social está dificultando os encontros sexuais: quem não é casado ou não está passando esses tempos coladinho em alguém, pode estar sentindo forte os efeitos da “carentena” e aí chega a hora em que recorrer a um brinquedinho erótico vira uma boa opção.

“Já queria comprar um, mas eu tinha uma vida sexual ativa, e acabava deixando pra lá. Com o começo da quarentena, eu comecei a procurar um modelo, pesquisei muitas matérias e achei o que queria por R$ 250. Escolhi um com estimulador de clitóris e que vai no ponto G. É excelente”, diz a gerente de Marketing Julia Vieira sobre a saga da escolha do vibrador ideal.

Julia não está sozinha (apesar de estar!). Só no Brasil, houve um aumento de 50% na venda de vibradores e mais de um milhão de itens já foram vendidos durante o período da quarentena, de acordo com dados levantados pelo MercadoErotico.org.

Enquanto outros setores sentem o efeito econômico causado pela crise do coronavírus, o mercado erótico teve um aumento de 4,12% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado

Julia, que é solteira, acha que existe muito prazer a ser descoberto com seu novo brinquedinho. “Não substitui o encontro com a pele. Na masturbação normal, você sabe exatamente o que fazer para gozar. Já o vibrador tem 30 níveis de vibração, então rola uma descoberta do prazer. É muito interessante a forma de gozar que o vibrador proporciona. O sexo é o momento, a troca, os corpos, o olhar, mas não quer dizer que a estimulação mecânica não seja muito interessante também, além de ótima forma de desestressar na quarentena”, opina.

Casais investem pesado

A autora da pesquisa, Paula Aguiar, conta que os jovens casais casados são a maioria dos que compram brinquedos eróticos. É um público entre os 24 e 35 anos.

“Pela primeira vez mapeamos as compras dos casais. Eles estão escolhendo e decidindo juntos. Os jovens casais são os que mais estão sentindo a falta de diversão durante o isolamento social. Como não podem sair para jantar, happy hour, motel, viagens, baladas, eles têm visto nos produtos de sex shop uma saída para fugir do tédio e ao mesmo tempo descobrir novos prazeres” comenta Paula.

Segundo dados da pesquisa, a procura ainda é muito maior por parte das mulheres. Elas são responsáveis por 65% do total.

Órfã de consolo

A produtora Marina Silva, de 30 anos, era dessas que não dava muita bola para brinquedinhos.

“Já tinha experimentado uns daqueles mais simples, de pilha, e não sentia necessidade de investir nisso. Até que comecei a ficar com uma menina que tinha vários, tinha um sense vibe, que custa quase R$ 500. Achava que ela era doida de gastar tanto com aquilo”, conta ela. Mas a percepção sobre o assunto foi mudando.

“A gente começou a usar o vibrador juntas durante o sexo. Virou um elemento a mais. Aí, a gente terminou no início da quarentena e eu fiquei órfã. Pesquisei e comprei a versão inferior da mesma marca, porque amava aquele, que é um estimulador de clitóris. Só que se você me perguntasse há um ano se eu compraria um vibrador, certamente te diria que não”, diz ela, que acha que o investimento alto, de R$ 398, teve a ver com a quarentena.

“É mais por não ter como furar o isolamento e transar com novas pessoas”, diz ela.