Mauro promete cortes para investir em saúde

O candidato do DEM ao governo de Mato Grosso, Mauro Mendes afirmou, durante entrevista ao MT1 nesta segunda-feira (10), que, se eleito, vai reduzir os gastos da máquina pública a partir de cortes de servidores comissionados e de secretarias.

Mauro Mendes abriu a rodada de entrevistas feitas pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, com os candidatos ao governo estadual. Assista no vídeo acima. As entrevistas seguem até sexta-feira (14) e, abaixo, há o cronograma.

Prefeito de Cuiabá entre 2013 e 2016, Mendes também prometeu investir em saúde e disse que, no primeiro de mandato o setor será a prioridade do governo dele, principalmente com a destinação de recursos aos hospitais regionais e municipais.

“Os hospitais regionais de Sinop, Sorriso, Rondonópolis e outros, têm estrutura que hoje é muito precária. Eu tenho certeza absoluta certeza que é necessário fazer alguns investimentos para melhorar estrutura, mas acima de tudo para ofertar mais serviços nesses hospitais, evitando que pessoas tenham que se deslocar para a nossa capital em busca de alguns tratamentos que podem ser feitos no interior. Além dos hospitais regionais, queremos fazer parcerias com os prefeitos para fazer funcionar os hospitais de pequeno porte, que hoje são 73 em Mato Grosso. Não precisamos pensar em construir hospitais novos não. Vamos fazer o que tem funcionar”, declarou.

Cortes

O candidato foi questionado sobre o planejamento para ter capacidade financeira de investir em saúde. Ele afirmou que a verba destinada à saúde será proveniente de cortes de cargos comissionados e secretarias.

“Nós vamos cortar cargos comissionados, exatamente esses cargos que são de indicação política. Nós vamos cortar em torno de 30% desses penduricalhos políticos e esse dinheiro nós vamos remanejar 100% para investir na saúde. Vamos fazer uma análise com mais profundidade e certamente haveremos de encontrar mecanismos para enxugar aquilo que é possível economizar e investir, principalmente na saúde, que será a nossa grande prioridade no nosso primeiro ano de gestão”, afirmou.

Ele citou como exemplo de cortes a Central de Abastecimento de Mato Grosso (Ceasa), em Cuiabá.

“Vou citar um exemplo de extinção. Existe aqui um tal de Ceasa, que gasta quase R$ 200 mil por mês e não produz absolutamente nada, a não ser pagar o salário de indicações política aqui na capital. Mas nós vamos fazer isso com responsabilidade. A profundidade desse estudo vai demandar muito mais tempo, mas iremos sim reduzir, quais serão reduzidas será definido durante a transição”, disse.

Obra não entregue

Ele foi questionado sobre o motivo pelo qual não conseguiu entregar a obra do novo Pronto Socorro de Cuiabá durante a gestão dele como prefeito.

“Quando nós entramos na prefeitura, a primeira providência que nós tomamos foi encontrar um terreno. Encontramos um terreno da prefeitura ao lado do Centro de Eventos do Pantana. Assim que definimos essa área, apareceram três pessoas se dizendo donas dessa área da prefeitura. Entraramos na Justiça e demoramos quase um ano para ficar comprovado, como de fato ficou, que aquele terreno era da prefeitura”, explicou.

Programação das entrevistas

11/09- Arthur Nogueira (Rede)

12/09- Pedro Taques (PSDB)

13/09- Wellington Fagundes (PR)

14/09- Moisés Franz (PSOL)

 

Por G1-MT