Melania e genro de Trump pedem que ele assuma derrota

As pessoas mais próximas de Donald Trump estão com diferentes ideias de como deverá proceder o líder republicano em relação ao resultado das eleições presidenciais, que este sábado confirmaram Joe Biden

como o presidente eleitos dos Estados Unidos.

De acordo com fontes próximas da administração, alguns membros da família insistem na teoria de fraude eleitoral, apoiando Trump na intenção de arrastar o processo para os tribunais, ao passo que outros apelam a que o chefe de estado conceda.

Jared

Kushner, o genro de Donald Trump e também um dos principais conselheiros da administração, teria aconselhado o presidente cessante que é o momento de assumir a derrota eleitoral, de acordo com o apurado pela CNN

junto de duas fontes.

A primeira-dama seria outro membro da família a aconselhar o mesmo caminho, de acordo com outra fonte próxima da administração, ainda que Melania Trump não tenha comentado publicamente a eleição. Em privado, porém, teria dito ao marido que é ocasião de conceder a presidência. “Ela falou nisso, como faz muitas vezes”, disse a mesma fonte.

Destaca-se, porém, que Melania fez uma publicação no Twitter na apuração das eleições, ainda que de forma mais neutra. “O povo americano merece eleições justas. Todos os votos legais – não os ilegais – devem ser contados. Temos que proteger a nossa democracia com transparência total”.

Em sentido oposto, dois filhos do presidente continuam a pressionar para que sejam rejeitados os resultados que dão vitória a Joe Biden. Donald Jr. e Eric continuam tentando convencer políticos republicanos e apoiantes para que falem publicamente contra os resultados, repetindo suposições não confirmadas de fraude eleitoral.

Donald Trump já recorreu ao Twitter por três ocasiões para contestar os resultados das eleições, dando mostras de que não pretende assumir a derrota. Esta segunda-feira, assim como no domingo, compartilhou várias declarações de personalidades ligadas ao partido republicano feitas na Fox News, todas focadas na defesa de que existiu fraude no apuramento dos votos, algo que já foi negado pela comissão eleitoral. O presidente ainda não fez nenhuma declaração ao país.