Mesa do Senado oficializa cassação de Selma Arruda. Fávaro será senador-tampão

Por Esportes & Notícias

A juíza aposentada Selma Arruda (Podemos), que se notabilizou durante a campanha eleitoral de 2018 por pregar a luta contra a corrupção e ficou conhecida como a “Moro de Saias” não é mais senadora por Mato Grosso. Ela perdeu oficialmente o cargo no final da manhã desta quarta-feira quando a mesa diretora do Senado Federal confirmou, por 5 a 1, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral pela cassação por utilização e caixa 2 e abuso de poder econômica na campanha. O ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), terceiro colocado na eleição deve assumir, até sexta-feira, um mandado tampão.

Finalmente nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbri (DEMAC) resolveu colocar um ponto final na agonia sobre a permanência ou não da ex-magistrada no Senado. E este ponto final foi decretado pelos integrantes da mesa diretora da casa em videoconferência.Votaram pela perda imediata do mandato os senadores Antônio Anastasia (PSD), Sérgio Petecão (PSD), Eduardo Gomes (MDB), Flávio Bolsonaro (Republicanos), este do presidente Jair Bolsonaro (sem partido, que ela tanto defende) e Luís Carlos Heinze (PP). Apenas Lasier Martins (Podemos) foi contrário.

Com a oficialização da perda do mandato, a agora ex-senadora tem a ordem de limpar seu gabinete, para a posse do novo senador, Carlos Fávaro, que aguarda apenas a publicação no Diário Oficial da decisão da mesa e a comunicação em plenário na próxima reunião dos senadores da República. Por este motivo a posse, a princípio deve acontecer na sexta-feira.

Carlos Fávaro, que terminou em terceiro lugar no pleito de 2018 só vai ser empossado graças a uma decisão favorável do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Tóffoli, que determinou que ocupe o mandado-tampão até a realização de uma eleição suplementar, que estava programada para 26 de abril, mas foi adiada devido a pandemia do coronavírus.

Selma Arruda deixará o mandato de senadora quatro meses após ser cassada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder econômico e caixa dois nas eleições de 2018. Ele está impedida de disputar eleições pelos próximos oito anos.