Mesmo com decreto de isolamento lojas, principalmente de tecidos, funcionam em Cuiabá

Por Jonas Jozino – Especial para o Esportes e Notícias

Quem andou pela principais ruas e avenidas de Cuiabá na manhã desta segunda-feira, ainda vivendo o decreto de fechamento de todo o comércio, devido a pandemia do coronavírus, achou estranho a movimentação de carros e de pessoas em portas laterais de várias lojas.Muitos estabelecimentos comerciais estão funcionando. Alguns mantendo as pessoas do lado de fora das lojas, nas calçadas ou estacionamentos, outras liberando a entrada de grupos de duas, cinco ou até dez compradores por vez.

Na tradicional Avenida XV de Novembro, onde estão os principais lojistas na áreas de tecidos, linhas, bordados o movimento foi intenso de pessoas, em sua maioria mulheres que se descolaram para as compras necessárias a seus artesanatos. Em todos os locais haviam aglomerações, pessoas com máscaras e muitas, principalmente idosas sem nenhuma proteção e no tradicional sol cuiabano.

Em um loja na XV de Novembro, próximo a Fiemt, havia aglomeração de pessoas, que entravam em duplas, pois apenas duas atendentes estavam trabalhando. Na fila, a maioria das compradoras não escondiam a saída de suas residências: “Vim comprar tecido e elástico para confeccionar máscara. Ninguém acha esse produto em lugar algum e posso ganhar um dinheiro fazendo”, dizia.

Em outra loja, uma maiores da cidade, próxima a uma igreja o movimento era considerado de dia normal do comércio aberto sem a pandemia. O estacionamento da loja esta com o portão meio aberto. Bastava se aproximar e um funcionário imediatamente abria. Dentro, uma fila com mais de 100 pessoas, que aguardavam a vez de ser atendidos.

A chamada era por duas portas do estabelecimento. Na frente, de cinco em cinco, nos fundos de dez em dez. Ali, o comprador não tinha o direito de entrar na loja. O contato com o vendedor era na porta, sem nenhuma proteção para as duas partes e aglomeração de pessoas que faziam seus pedidos e ficavam aguardando os vendedores retornarem, a maioria sem máscaras para entregar as compras e com suas maquininhas receberem o dinheiro. A exemplo da primeira loja, a maioria era para a compra de tecidos e elásticos, tudo para a confecção de máscaras.

Outras lojas, na XV de Novembro, mantinham o mesmo padrão de trabalho. Filas nas calçadas e entrada de compradores nos estabelecimentos de tecidos e linhas..

Perguntado pela reportagem um vendedor foi objetivo na resposta. “Fazer o quê? Tenho família para sustentar, tenho de trabalhador. Além disso o patrão convoca. Então venho”.