Milho recua na B3 após atingir valores que, para Brandalizze, são próximos do limite

A quarta-feira (13) chega ao final os preços do milho novamente ganhando força no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Itapetininga/SP (1,23% e preço de R$ 82,00), Palma Sola/SC (1,30% e preço de R$ 78,00), Porto Santos/SP (1,43% e preço de R$ 71,00), Pato Branco/PR (1,99% e preço de R$ 76,70), Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (2,04% e preço de R$ 75,00), Eldorado/MS (2,10% e preço de R$ 72,80), Maracaju/MS e Campo Grande/MS (2,74% e preço de R$ 75,00), Jataí/GO e Rio Verde/GO (2,86% e preço de R$ 72,00) e Brasília/DF (4,29% e preço de R$ 73,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado do milho mostrou estresse com os dados do USDA divulgados ontem. Isto trouxe volatilidade para os futuros nos EUA e no Brasil. Há estoques com volume suficiente no Brasil, mas também há cautela por parte do produtor, que segura as vendas”.

Ainda nesta quarta-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de janeiro e apontou que a área cultivada com milho nesta primeira safra (verão) deve ser 1,5% menor do que o registrado na temporada passada, uma elevação com relação a publicação de dezembro, que indicava redução de 2,1%.

A publicação destaca que a semeadura do milho primeira safra, na safra 2020/21, está chegando ao final, cuja área plantada até de 1º de janeiro de 2021 foi de 88,5% da área prevista. “O clima prejudicou o plantio e o desenvolvimento das lavouras por todo o país. Em algumas áreas, o clima seco e a baixa umidade nos solos dificultaram o cultivo. Em outras, as chuvas ocorreram com intensidade e regularidade maior que o normal”.

B3

Os preços futuros do milho subiram durante boa parte da quarta-feira, mas encerraram o dia recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 2,43% negativo e 0,54% positivo.

O vencimento janeiro/21 foi cotado à R$ 84,29 com alta de 0,54%, o março/21 valeu R$ 86,50 com desvalorização de 2,43%, o maio/21 foi negociado por R$ 82,96 com perda de 2,29% e o julho/21 teve valor de R$ 76,35 com queda de 2,05%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho está com altas muito fortes no mercado brasileiro e também em Chicago, já chegando muito próximo aos limites de altas.

Por:  Guilherme Dorigatti

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *