“MT tem alquota menor que estados com gestes de esquerda

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), rebateu as críticas do deputado Lúdio Cabral (PT), que afirmou nesta semana que a reforma da Previdência enviada pelo governador Mauro Mendes (DEM) é “a mais nociva do País”.

 

Segundo Dilmar, a proposta em análise no Legislativo é, na verdade, mais favorável ao funcionalismo público que as aprovadas em Estados comandados por partidos de esquerda.

 

“Ele faz o papel dele de oposição, mas um governo que é da base dele, como no Piauí, colocou altas taxas de alíquotas. A pessoa que ganha R$ 10 mil lá vai receber R$ 5 mil de salário, por conta dos descontos do imposto de renda e da Previdência. Essa conta eles não fazem. Tem que fazer a conta onde eles comandam os Estados também”, afirmou.

 

Por mês, esse déficit é de R$ 110 milhões. Então, temos que ter a maturidade de entender que essa realidade precisa ser alterada

Segundo os números de Dilmar, no Maranhão, gerido por Flavio Dino (PCdoB), os servidores (ativos e inativos) que ganham até um salário mínimo devem contribuir com 7,5%; acima de um salário mínimo, 9%; acima de R$ 2 mil, 12%; acima de R$ 3 mil, 14%; acima de R$ 5,8 mil têm 14,5% descontados; acima de R$ 10 mil, o desconto vai a 16,5%; de R$ 20 mil a R$ 39 mil, a contribuição é de 19%; e acima de R$ 39 mil, o desconto é de 22%.

 

Já no Piauí, comandado por Wellington Dias (PT), os aposentados que ganham até um salário mínimo precisam contribuir com 11%. Para quem ganha de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil, o desconto sobe para 12%; de R$ 1,8 mil a R$ 3 mil, a alíquota é de 13% e, em caso de vencimento acima de R$ 3 mil, o desconto é fixado em 14%.

 

Além de Maranhão e Piauí, já aprovaram a nova alíquota os estados do Rio Grande do Sul, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Pará, Paraná, Sergipe, Rio de Janeiro e Goiás.

 

Na proposta de Mendes, o Executivo propõe a alteração da alíquota previdenciária dos servidores estaduais de 11% para 14%, uma vez que é uma imposição da reforma aprovada em nível federal. Para os aposentados que ganham até três salários mínimos, foi acordado que haverá isenção da alíquota, o que deve causar uma redução de R$ 160 milhões no que era esperado para arrecadar com o aumento da alíquota.

 

“Nossa preocupação é em buscar o equilíbrio das contas. Temos que saber que o déficit orçamentário na previdência é muito alto. Em 2019, foi de R$ 1,3 bilhão. Por mês, esse déficit é de R$ 110 milhões. Então, temos que ter a maturidade de entender que essa realidade precisa ser alterada”, defendeu Dilmar.

 

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