Mulher de 59 anos se cura do coronavírus e é homenageada ao deixar o hospital em Cuiabá

Por Esportes & Notícias

Nem tudo é de tristeza nestes momentos de pandemia do coronavirus. A recuperação de pacientes é muito comemorada nesta luta contra a morte. E este sábado foi de alegria e festa, com balões e palmas para Shirley Hugney Siqueira, 59 anos, que após passar 34 dias internada no Complexo Hospitalar Cuiabá, o antigo Jardim Cuiabá, sendo 25 dias em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) conseguiu se recuperar o covid-19, recebeu alta e já está casa com a família.

“Agora eu quero deitar na minha cama, por mais que o hospital seja confortável, não é o nosso lar”, disse Shirlei, ao ser levada em uma cadeira de rodas para a porta do hospital, onde parentes a esperavam para ir embora. Ela passou por um corredor onde médicos, enfermeiros e funcionário distribuíam aplausos em meio as máscaras.

Ela superou a covid-19, a hipertensão, diabetes e problemas cardíacos e mostrou que ainda tem muito a viver, a ensinar para os familiares, amigos e a comunidade.

“No primeiro dia que eu coloquei os pés no chão eu não conseguia nem andar”, lembra. Mas com a fisioterapia ela já está andando bem.

“Ela veio ao hospital com sintomas de síndrome gripal, evoluiu para insuficiência respiratória grave e já foi para UTI e no dia seguinte ela precisou ser entubada e colocada em ventilação mecânica”, explicou o médico intensivista, Gilberto Pereira Franco, visitador do Centro de Terapia Intensiva Adulto do Complexo Hospitalar Cuiabá.

Ela ainda precisou passar por uma traqueostomia para facilitar a respiração e não comprometer as cordas vocais devido ao uso do respirador. Com a melhora do seu quadro clínico ao passar dos dias, ela começou a ter a sedação reduzida. Após testar negativo do novo coronavírus, Shirley ainda ficou sob observação, fora da ala de isolamento durante alguns dias até receber a alta.

“Além de sua força de vontade, o desfecho favorável da Shirley deveu-se ao empenho de toda a equipe multiprofissional e do suporte oferecido pela estrutura hospitalar como um todo”, lembra Gilberto, analisando a gravidade da doença.