Para economizar, hospitais privados reduzem jornada e salários de servidores

Por Esportes e Notícias

Dois hospitais particulares de Cuiabá estão seguindo a Medida Provisória 936 do Governo Federal, que permite a suspensão de contrato e redução de trabalho dos servidores. Os casos de redução foram registrados no Hospital São Matheus e Santa Rosa. Os profissionais que atuam nas unidades ameaçam parar de vez e o os sindicatos criticam a medida.

A justificativa para a medida é de que, por conta da pandemia de coronavírus a demanda de pacientes diminuiu e, com isso, a receita das empresas. Para economizar, a saída foi reduzir a carga horária e o salário. No entanto, há denúncias de falta de pediatra no São Matheus e número insuficiente de profissionais nas escalas de plantão.

Um contrato de acordo aditivo junto aos profissionais, prevê a redução de 23% nos pagamentos. A regra entrou em vigor no dia 1º de abril e se estende por tempo indeterminado.

Diante da pandemia, os unidades de saúde conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam sérias dificuldades pela falta de profissionais e material.

“Enquanto a rede pública está tentando se organizar para que as pessoas tenham atendimento nessa pandemia de coronavírus, os hospitais privados estão reduzindo as escalas pela queda da demanda, ou seja, não estão de prontidão para dar sua colaboração em prol do combate ao coronavírus. Para ‘economizar’ como estão com menos pacientes, simplesmente diminuíram os plantões, um absurdo e falta de comprometimento com a população”, critica o direto do Sindicato dos Médicos, Adeildo Lucena.

De acordo com a medida Federal, por acordo direto entre patrão e empregado, a redução na jornada e no salário poderá ser de 25%, 50% ou 70%, por até 90 dias, ou suspensão total do contrato, por até 60 dias.
A medida prevê auxílio enquanto o contrato estiver suspenso.