Preços de frutas, verduras e legumes caem durante quarentena

Por Esportes e Notícias

Os preços das frutas, legumes e verduras mais vendidas em Cuiabá caíram em março na comparação com fevereiro, de acordo com levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) divulgado nesta quarta-feira (01.04). Os impactos negativos na comercialização foram percebidos na Central de Abastecimento de Cuiabá, que abastece o comércio atacadista e varejista de hortifrutigranjeiros da capital e interior.

A queda, segundo levantamento, é reflexo das medidas tomadas nacionalmente para se evitar a proliferação da Covid-19, que dentre as ações atingiu os principais frequentadores da Central, como proprietários de restaurantes, feirantes e distribuidores da merenda escolar nas escolas públicas. “Nossos clientes hoje são apenas as redes de atacado e proprietários de mercados de pequeno porte, que ainda estão funcionando nesse período. Nosso atendimento reduziu drasticamente. Eu diria uns 60% a menos do que estamos acostumados”, comenta o permissionário João Gomes, que possui um box de frutas e verduras na Central de Abastecimento.

Entre os produtos pesquisados com preços menores estão berinjela, chuchu, jiló, pimenta-de-cheiro, quiabo, banana maçã e nanica, banana da terra, mamão formosa e a tangerina. A queda maior foi percebida no jiló e no chuchu, cuja a redução foi superior a 50%. Na penúltima semana de fevereiro a caixa de 21kg de chuchu era vendida a R$ 60. Ontem essa mesma quantidade era comercializada a R$ 25, representando uma diminuição de 58%. Já o jiló era vendido a R$ 70 a caixa com 15kg, e no último dia de março baixou para R$ 35.

Além deles, outros itens com queda significativa de valores estão a banana maçã, o mamão formosa e o quiabo, com redução de 30%, 35% e 37% respectivamente.

Alta

Na contramão da queda, outros itens tiveram alta no preço. São eles o alface americana, alho, batata, a cenoura, cebola, uva niágara e ovos. O aumento maior foi notado na comercialização da cebola, com alta de 48% em um período de 30 dias. De R$ 40 a caixa com 20kg saltou para R$ 60. Na sequencia do aumento aparece o alho, que subiu de R$ 180 a caixa com 10kg para R$ 260, representando alta de 45%. Em seguida aparece ainda a batata lisa e o alface, que juntos subiram 40%.

Segundo a coordenadora de Acesso aos Mercados da Seaf, Doraci Maria de Siqueira, os itens que tiveram alta são os produzidos em outros estados e que nesse período de quarentena tem tido uma procura maior, em todo o país. “Já aqueles itens produzidos no Estado, como as verdurinhas em geral, os preços caíram justamente porque a busca por eles foi reduzida drasticamente por causa do isolamento da população, e por serem perecíveis o produtor está tendo de abaixar os valores para não ter um prejuízo maior”, explica Doraci Siqueira.

Central Atacadista de Cuiabá manteve atendimento, porém adotou medidas preventivas ao coronavírus

Por se tratar uma atividade essencial à população, o abastecimento na Central de Abastecimento de Cuiabá não foi interrompido. Para se adequar ao período, o espaço localizado no distrito industrial adotou medidas de prevenção ao Covid-19. De acordo com a presidente da Associação dos Permissionários da Central de Abastecimento de Cuiabá, Marilda Giraldelli, o horário de funcionamento e o de descarga de mercadorias foi reduzido. “Não abrimos mais aos domingos, reduzimos o número de permissionários na Central, ficando apenas um ou no máximo dois por box, e disponibilizamos todos os dias álcool em gel para limpeza dos produtos e para a higiene dos permissionários”, comenta Marilda.