Prefeitos, produtores rurais e entidades declaram apoio à greve dos caminhoneiros

Prefeitos, produtores rurais e entidades de classe de Mato Grosso declaram apoio à greve dos caminhoneiros que, nesta sexta-feira (25), completou cinco dias com bloqueio de rodovias em todo o país.

No estado, a prefeita de Sinop, a 503 km de Cuiabá, Rosana Martinelli (PR), emitiu nota manifestando apoio ao movimento grevista, alegando que os aumentos nos preços dos combustíveis são “abusivos” e “trazem impactos em toda a sociedade, pois aumentam os preços de todos os produtos”.

O prefeito de Primavera do Leste, a 239 km da capital, Leonardo Bortolin (MDB), decretou ponto facultativo no município nesta sexta-feira (25), em apoio aos caminhoneiros, e criticou o aumento da carga tributária no país.

Produtores rurais também manifestaram apoio ao movimento grevista por meio de notas publicadas pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Sistema Famato), que representa todos os sindicatos rurais de Mato Grosso – totalizando mais de 33 mil produtores – e as associações dos Criadores (Acrinorte) e dos Produtores de Algodão (Ampa).

Donos de postos de combustíveis, representados pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), e comerciantes, por meio da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), também declararam apoio aos caminhoneiros.

Mais apoio

Outras entidades de classe que concordam com o manifesto nas rodovias de todo o país são a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave-MT), a associação e o sindicato dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac-MT e Sindcomac-MT), Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Elétrica, Hidráulica, Serragens e Vidraçarias (Sindicomac-MT), Sindicato do Comércio Varejista de Produtores Farmacêuticos (Sincofarma-MT), Sindicato do Comércio de Ópticas (Sindióptica-MT) e Sindicato de Habitação (Secovi-MT).

Também declararam apoio a Associação Comercial e Empresarial de Sinop (Aces), a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), o Sindicato dos Madeireiros (Sindusmad), a Associação Médica, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos (Aenor) e o Conselho de Desenvolvimento do Norte de Mato Grosso (Codenorte).

A greve dos caminhoneiros também recebeu apoio da Associação dos Reparadores de Veículos (Arves), o Conselho Estadual das Associações de Revendas de Produtos Agropecuários (Cearpa), a Associação dos Loteadores (Aelos), a União Sinopense das Associações de Moradores de Bairros (Usamb), a Ordem dos Ministros Evangélicos de Sinop (Omes).

Os conselhos de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Engenharia (Crea), Contabilidade (CRC), Odontologia (CRO) também manifestaram apoio ao movimento grevista, assim como a Associação dos Arquitetos (Arquinorte) e dos Contadores de Sinop (ASCCONT), o Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT), Lions Clube, Rotary Clube, a Cooperativa de Transportadores e Profissionais da Área de Logística e Transporte de Cargas de Sinop (Cooperlog), a Mitra Diocesana e as Lojas Maçônicas de Sinop.

Greve dos caminhoneiros

Nesta sexta-feira (25), a greve dos caminhoneiros já resulta em bloqueio de mais de 30 pontos de rodovias federais e estaduais de Mato Grosso. Os protestos ocorrem na BR-070, BR-174, BR-158, BR-364, BR-163, MT-358 e MT-480 e já afetam diversos serviços no estado.

O protesto começou na segunda-feira (21) contra o reajuste no preço do combustível anunciado pela Petrobras, mas os caminhoneiros também tem outras demandas.

 

Por G1-MT