Profissionais da saúde relatam experiência de trabalhar na campanha de vacinação contra a covid-19

Mais de 23 mil pessoas já foram vacinadas em Cuiabá

Após quase um ano lutando em uma verdadeira guerra contra um inimigo invisível, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estão agora tendo a oportunidade de participar de uma batalha onde a vida está vencendo, que é a campanha de vacinação contra a covid-19 “Vacina Cuiabá – sua vida em primeiro lugar”, que começou no dia 20 de janeiro, com a aplicação das doses nos trabalhadores da saúde da linha de frente, já passou pela fase de imunização dos idosos asilados e, no último dia 11 de fevereiro, iniciou a etapa dos idosos a partir de 85 anos de idade.

Para o cirurgião dentista Renei Lara da Silva, que atua desde o início na organização da campanha, tem sido gratificante fazer parte deste momento histórico. “Pra mim, é uma hora e um privilégio estar trabalhando nessa campanha de vacinação contra o vírus da covid. Eu estive de perto, acompanhei vários casos de colegas de trabalho que contraíram esse vírus, acabaram desenvolvendo e alguns até vieram a óbito. Então, estar atuando na linha de frente, combatendo na vacinação ou antes, que a gente estava atuando no diagnóstico, fazendo a testagem, tanto no swab quanto no teste rápido, com os nossos colegas profissionais da ponta, pra mim é importantíssimo estar participando da vacinação, contribuindo de alguma forma, ajudando na organização, nos atendimentos aos pacientes e usuários que vão receber a vacina”, afirma. 

Renei foi um dos profissionais que se emocionou com o início da vacinação dos idosos, no Centro de Eventos do Pantanal, onde ele atende diretamente ao público na recepção, ajudando-os a descer do carro, empurrando a cadeira de rodas, orientando. “A gente sente a alegria deles, alguns até relatam que faz tempo que não saem de suas casas, e eles acabam saindo e para eles é motivo de alegria e festa e estão comemorando estar recebendo essa vacinação. É muito gratificante pra gente pode ajuda-los a se locomover, quando a gente vai ajudar eles a sair do carro, pegar uma cadeira de rodas, trazê-los até o local de vacinação, é muito gratificante ter esse reconhecimento deles, que eles nos agradecem imensamente, que está tudo ótimo, tudo bem, que eles estão gostando de receber esse carinho de quem está ali trabalhando para atendê-los. É muito gratificante mesmo!”, afirma.

Para a técnica de enfermagem e vacinadora Esmeraldina Santos da Silva, já foi emocionante atuar na fase de vacinação dos trabalhadores da saúde, o que se reforçou com a abertura da fase dos idosos. “Nós recebemos os nossos colegas para fortalecer pra enfrentar a covid nos hospitais, nas unidades básicas. E agora está sendo mais emocionante ainda recepcionar os idosos nessa faixa etária acima de 85 anos. Eles estão tão felizes em receber essa gota da vida! Nós começamos uma guerra em 2020. Eu acho uma vitória estar aqui dando esse presente à população, que… nossa! Pra mim e para a população isso é uma felicidade, é a gota da vida, é um sinal de esperança!”, comemora. 

No polo de vacinação, que funciona no Centro de Eventos do Pantanal, a atenção e o cuidado com os pacientes continua no setor de espera pós-vacina, onde profissionais, como a técnica de enfermagem Rosana Maria da Silva Rodrigues, passam de um por um para orientar sobre a importância da observação após a aplicação do imunizante. “Minha função aqui é o pós-vacina. Orientar como os idosos devem proceder nos primeiros três dias após a vacinação. A orientação é evitar comida muito gordurosa, de difícil digestão, abster-se de bebidas alcoólicas e também orientar para preservar a musculatura, evitando trabalhos pesados e não inflamar o local vacinado”, explica. 

Caso algum paciente sofra alguma reação adversa durante os 30 minutos que fica em espera após receber a dose da vacina, a estrutura montada pela Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde, também pode contar com a equipe de socorro dos leitos de estabilização, que estão preparados para atender a qualquer intercorrência. “Aqui tem monitor cardíaco, monitor de sinais vitais, algumas medicações para caso de urgência e emergência, a gente dá o pré-atendimento médico. Se for o caso, a gente leva para o HMC, que é aqui mais perto. Tem o oxigênio para dar um conforto. Às vezes a pessoa chega com ansiedade, com falta de ar, com preocupação. Se estiver com a saturação baixa, a gente dá um pouco e ar pra ela se acalmar e já encaminha para o hospital, mas não foi preciso até agora. Temos toda uma equipe preparada e treinada, com experiência em ambulância e socorro, em prestar o primeiro atendimento com qualidade”, garante o técnico de enfermagem Sílvio Marcos Milhomem.

Por CELLY SILVA