Riva ameaça ficar de boca fechada se tiver que depor na CPI do Paletó, que investiga Pinheiro

Por Esportes & Notícias

Se tiver de ir depor no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá sobre o escândalo do paletó, que envolve o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) que teria recebido propina no governo Silval Barbosa, o ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-deputado José Riva não entrar mudo e sair calado. O próprio ex-parlamentar admitiu esta possibilidade ao pedir a suspensão de seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito. A oitiva, segundo a Câmara Municipal vai acontecer e por lei, Riva é obrigado a atender a convocação marcada para esta quarta-feira.

José Riva, através de sua banca de advogados, liderados por Almino Afonso Fernandes e Gustavo Lisboa Fernandes, alega que precisa de mais tempo para preparar sobre o assuntos de interesse da comissão parlamentar.

O ex-presidente do parlamento mato-grossense pede ainda que, caso a oitiva seja determina pela Justiça, seu depoimento seja colhido por videoconferência, sob a justificativa do risco de contágio do coronavírus, uma vez que ele faz parte do grupo de risco. Para tanto, os advogados anexaram relatório médicos que comprovam a impossibilidade do ex-deputado de comparecer à CPI.

A CPI quer que Riva ratifique o que foi dito em delação premiada firmada com o Ministério Público do Estado (MPE)., de que entre os deputados que supostamente receberam propina durante à época em que ele era presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso estava Emanuel Pinheiro.

A CPI já ouviu o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa e o servidor Valdecir Cardoso. O servidor foi o responsável por enquadrar a câmera que filmou deputados estaduais da legislatura 2011-2015 recebendo dinheiro das mãos de Sílvio Correa.