Secretário de Emanuel diz que Mauro Mendes faz factóide político durante a pandemia

A briga política durante a pandemia não para, entre Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes. As vezes, as mensagens de troca de farpas são feitas por intermediários do prefeito e do governador. Por parte do Palácio Paiaguás quem fala sempre é o secretário Mauro Carvalho. Já do lado da prefeito, dessa vez quem falou foi o secretário de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, que não economizou em adjetivos e disse que o governador faz factóide eleitoral.

O texto é publicado em meio a uma nova rusga política. Mauro Mendes também protocolizou uma ação pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), alegando que a Prefeitura impediu, sem qualquer motivo plausível, a equipe de supervisão hospitalar de auditar as unidades, especificamente no Hospital Municipal de Cuiabá, no Hospital São Benedito e no Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá.

“É sempre assim. Mauro Mendes, por meio de seus áulicos, ataca o prefeito Emanuel Pinheiro de forma baixa e pessoal. O fato novo é que eles não mudam de atitude nem em meio à pandemia”, atacou Passos nesta segunda-feira (1). “O que está por trás disso é simples: estão usando a máquina do estado para criar factóide eleitoral e encobrir a condução confusa, oportunista e, em última análise, genocida na área da saúde”.

O secretário municipal lembrou que o governador foi contra as medidas de isolamento social no início, e o acusou de, agora, ‘superdimensionar’ o papel do Hospital Metropolitano para atacar o prefeito.

As críticas ao secretário de Estado não foram poupadas. “Conhece bem todas as explicações técnicas sobre a condução do combate ao novo coronavírus no âmbito municipal. Só faz de conta que não, para desgastar o trabalho sério da prefeitura. Também finge ignorar que Cuiabá carrega a saúde do estado nas costas”, disparou.

Para Possas, o Hospital Metropolitano não resolve o problema, e Mendes não consegue evitar que moradores de outras cidades continuem buscando atendimento em Cuiabá. “O secretário de Saúde parece ter absorvido do seu chefe o pecado capital da vaidade, primo-irmão da arrogância. Diz estar muito ocupado, mas gasta energia com mudança de partido (por alguma razão filiou-se à legenda do governador) e preocupando-se com bobagens relacionadas a seu ego, a ponto de, ofendido não se sabe o porquê, se autointitular “Zezinho da Quitanda”. Aliás, depreciando de forma preconceituosa os quitandeiros, que por sinal carecem neste momento de um apoio maior do governo estadual”.

Por último, o secretário estadual cobrou explicações sobre a morte de duas pessoas em Várzea Grande, já que, na semana passada a administração do município acusou a Secretaria Estadual de Saúde de negar uma vaga de UTI para que uma idosa pudesse se tratar. Ela acabou falecendo, vítima da Covid-19.

“A nota oficial da SES explica burocraticamente o papel da Central de Regulação, mas não responde objetivamente o que levou as vítimas a óbito. Informação tipicamente vaga e pro forma. O que aconteceu, finalmente? De quem é a culpa?”, questiona Possas.