Soja: Chicago começa semana estável e mercado brasileiro focado na colheita e cumprimento de contratos

O mercado da soja opera com estabilidade na manhã desta segunda-feira (22) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam de 1,50 a 3,50 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 13,78 e o agosto a US$ 13,30 por bushel. 

De acordo com analistas internacionais, um dos principais suportes aos preços, neste momento, vem dos já apertados estoques americanos e das estimativas de que assim continuarão na próxima temporada nos EUA, segundo os números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última semana. 

“Os preços ainda em alta sugerem que o mercado está bem preocupado com os baixos estoques”, diz Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia à Reuters Internacional. 

Na outra ponta, o que pesa sobre o mercado é o avanço da colheita na América do Sul, mas com os traders ainda monitorando as condições climáticas para que os trabalhos de campo aconteçam. 

MERCADO BRASILEIRO

“O mercado da Soja, nesta última semana de fevereiro, deverá mostrar corrida de colheita e agora entrando lavouras na maior parte do país, com os grandes estados produtores, como o Mato Grosso, com o pé no acelerador da colheita e assim muita soja chegando aos armazéns. E como continuamos dom déficit de armazenagem, vamos ter filas para descarregar e corrida de
soja nas rodovias para os portos”, acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

Além do maior volume, o diesel em alta puxando ainda mais os valores dos fretes pode impactar nos valores da oleaginosa, que poderiam vir a ser pressionadas no mercado nacional. 

“Assim, há muita soja chegando, compradores querendo receber contratos e empurrando novos
negócios para frente ou tentando levar a nova safra com valores menores do que vinham sendo trabalhados nestas últimas semanas”, complementa. 

Brandalizze chama atenção ainda ao comportamento dos prêmios e, principalmente do dólar, diante de uma agenda política cheia e aquecida para os próximos dias no Brasil. 

Por Redação

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