Soja: colheita chega a 1% na Argentina, mas produtividade está baixa

Segundo levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, algumas regiões estão conseguindo apenas 20 sacas de soja por hectare

A colheita da soja atinge agora 1% da área de 17,2 milhões de hectares semeados na Argentina, informa o levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Isso representa um atraso, se comparado aos 8,2% registrados no mesmo período da safra 2019/2020.

“A falta de condições do solo, consequência das chuvas abundantes na última semana, dificulta a entrada das colheitadeiras. Até o momento, estima-se que apenas 1,02% da superfície semeada foi coletada”, diz a entidade.

Condição das lavouras

No momento, 8% da área está em situação boa ou excelente, 59% em situação regular e 33%, de regular a ruim. Na semana passada os percentuais eram de 7%, 61%, e 32%, respectivamente. Em igual período do ano passado, eram 29% em condições boas, 54% normais e 17% ruins.

A condição hídrica se divide entre ótima ou adequada (28%) e regular ou seca (72%). Na semana passada eram 59% e 41%, respectivamente. No ano passado, 85% e 14%.

SOJA ARGENTINA

Produtividade ruim

Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o rendimento médio obtido na província de Córdoba, que está colhendo, está muito baixo, em torno de 50 sacas de soja por hectare (30 qq/ha).

“Os relatos são de alta variabilidade com mínimos de 20 sacas por hectare (12 qq/ha) e máximos de 75 sacas (45 qq/ha). Neste cenário, a estimativa de produção permanece em 44 milhões de toneladas para a campanha 2020/2021 em todo o país”, relata a entidade.

O rendimento médio nacional está previsto para ficar em torno de 46,6 sacas por hectares (28 quintales, ou qq/ha, onde 1 quintale representa 100 quilos por hectare).

“As condições agroclimáticas dos próximos dias serão fundamentais para destravar a colheita e garantir fluidez. Paralelamente, no norte, está descartado que as chuvas da semana passada tenham impacto sobre a produtividade da soja, que pode iniciar sua colheita nos próximos 15 dias.”

Por Redação

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