Status sanitário do Brasil favorece exportação de material genético avícola

Em 2020, o Brasil bateu recorde de exportação de carne suína. A exportação de frango cresceu em relação ao ano anterior. Mas o que também vem sendo exportado é o material genético avícola do país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, as exportações brasileiras de material genético de pinto de um dia somaram 1.230 toneladas em 2020, um aumento de 18,58% em relação a 2019. Já em relação às exportações do material genético dos ovos férteis, o volume é bem maior: foram 9.024 toneladas exportadas em 2020. Mas, houve queda de 29,91% na comparação com o ano anterior. O Paraná foi o maior estado exportador de material genético avícola.

O Brasil exportou material de multiplicação de aves para todos os continentes. O continente africano foi o principal importador. Foram quase 5 mil toneladas em 2020, sendo que 99% desse total corresponde aos ovos férteis.

O Senegal, o nosso principal mercado na categoria, importou quase a totalidade: 4.850 toneladas. Depois, vieram outros países da América, como o Paraguai, seguidos pelos países do Oriente Médio. As excelentes condições sanitárias dos plantéis avícolas nos pais garantem o acesso a um número cada vez maior de mercados. 

Seis bilhões de pintos de corte por ano

De acordo com o pesquisador da Embrapa Elsio Figueiredo, o melhoramento genético é um trabalho complexo que demanda recursos. Hoje, a seleção é feita em grandes casas genéticas fora do Brasil. Para o nosso país, vêm as bisavós, ou seja: as aves produzidas pelas aves selecionadas fora do país. “Aqui, as empresas que trabalham com genética multiplicam as bisavós e vendem as avós. São as avós que produzem as matrizes. Hoje, temos cerca de 60 matrizeiros de alta qualidade que produzem 6 bilhões de pintos de corte por ano. Além de abastecer o mercado nacional, exportamos ovos férteis para países distantes e pintos de um dia para países mais próximos. Isso, principalmente, porque estamos livres das principais doenças que afetam a avicultura”, destaca. 

Figueiredo também explica que o Brasil aloja cerca de 5 bilhões de pintos de corte, portanto, apenas uma parte da produção é exportada. “Para que possamos exportar carne de frango, todos os controles de sanidade são úteis e são resultado também da qualidade dos ovos férteis e dos pintos. Esse mercado está associado, ou seja: se exportamos muita carne brasileira, que é aceita em mais de 150 países pelo mundo, também os ovos e os pintos são de altíssima qualidade”, finaliza. 

Gostou desse tema ou quer ver outro assunto relacionado à avicultura? Envie sua sugestão para [email protected] ou para o número de WhatsApp (11) 9 7571 3819

Em 2020, o Brasil bateu recorde de exportação de carne suína. A exportação de frango cresceu em relação ao ano anterior. Mas o que também vem sendo exportado é o material genético avícola do país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, as exportações brasileiras de material genético de pinto de um dia somaram 1.230 toneladas em 2020, um aumento de 18,58% em relação a 2019. Já em relação às exportações do material genético dos ovos férteis, o volume é bem maior: foram 9.024 toneladas exportadas em 2020. Mas, houve queda de 29,91% na comparação com o ano anterior. O Paraná foi o maior estado exportador de material genético avícola.

O Brasil exportou material de multiplicação de aves para todos os continentes. O continente africano foi o principal importador. Foram quase 5 mil toneladas em 2020, sendo que 99% desse total corresponde aos ovos férteis.

O Senegal, o nosso principal mercado na categoria, importou quase a totalidade: 4.850 toneladas. Depois, vieram outros países da América, como o Paraguai, seguidos pelos países do Oriente Médio. As excelentes condições sanitárias dos plantéis avícolas nos pais garantem o acesso a um número cada vez maior de mercados. 

Seis bilhões de pintos de corte por ano

De acordo com o pesquisador da Embrapa Elsio Figueiredo, o melhoramento genético é um trabalho complexo que demanda recursos. Hoje, a seleção é feita em grandes casas genéticas fora do Brasil. Para o nosso país, vêm as bisavós, ou seja: as aves produzidas pelas aves selecionadas fora do país. “Aqui, as empresas que trabalham com genética multiplicam as bisavós e vendem as avós. São as avós que produzem as matrizes. Hoje, temos cerca de 60 matrizeiros de alta qualidade que produzem 6 bilhões de pintos de corte por ano. Além de abastecer o mercado nacional, exportamos ovos férteis para países distantes e pintos de um dia para países mais próximos. Isso, principalmente, porque estamos livres das principais doenças que afetam a avicultura”, destaca. 

Figueiredo também explica que o Brasil aloja cerca de 5 bilhões de pintos de corte, portanto, apenas uma parte da produção é exportada. “Para que possamos exportar carne de frango, todos os controles de sanidade são úteis e são resultado também da qualidade dos ovos férteis e dos pintos. Esse mercado está associado, ou seja: se exportamos muita carne brasileira, que é aceita em mais de 150 países pelo mundo, também os ovos e os pintos são de altíssima qualidade”, finaliza. 

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