STJ mantém preso assassino de funkeira

Milton Severiano Vieira, o Miltinho da Van, condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato da noiva, a dançarina de funk Cícera Alves de Sena, a Amanda de Bueno, teve um recurso para anular o processo negado pela ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Miltinho está preso desde o dia do crime, em abril de 2015. Desde então, sua defesa já tentou anular o processo em diversas ocasiões, sem sucesso.

Milton foi condenado, em outubro de 2016 a 40 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo majorado de um carro que ele tentou usar na fuga do local do crime e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Dono de uma fortuna conseguida graças à exploração de linhas de vans que circulam na Baixada Fluminense, Miltinho instalou em sua mansão no bairro da Posse, em Nova Iguaçu, um circuito de câmeras para protegê-lo. E foram essas mesmas câmeras que acabaram gravando o crime.

No vídeo é possível ver Miltinho jogando a dançarina – que já participou dos grupos “Gaiola das Popozudas” e “Jaula das Gostozudas” – no chão e batendo com a cabeça dela no asfalto pelo menos 12 vezes. Em seguida, ele dá dez coronhadas na dançarina. É possível ver também Miltinho saindo de perto de Amanda, que fica caída no chão, e entrando na casa. Logo depois, ele sai de lá com a escopeta com a qual deu cinco tiros na cabeça da funkeira, vestindo um colete à prova de balas.

Amanda e Miltinho ficaram noivos quatro dias antes do assassinato da jovem. A briga do casal começou, segundo o delegado Fábio Cardoso, titular DHBF, após uma violenta discussão entre eles. O motivo para o desentendimento foram ciúmes: Miltinho havia almoçado com uma ex e a dançarina não gostou. Houve um bate-boca que evoluiu para agressão física.

Durante o processo, a defesa de Miltinho chegou a alegar que levantar dúvidas sobre a “saúde mental do acusado”, já que ele teria apresentado episódios de surto na prisão. A Justiça, então, determinou a instauração do incidente de insanidade mental do então réu. A perícia, no entanto, determinou que Miltinho tinha condição de ser levado a júri popular. 

Por EXTRA