Tenente-coronel diz que usuário que manteve mãe refém no CPA IV não queria ser internado

Por Esportes & Notícias

O tenenete-coronel Ronaldo Roque da Silva, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que comandou as negociações onde um usuário de drogas fez a mãe de refém por mais de duas horas no bairro CPA IV, em Cuiabá, disse que o acusado teve um surto após descobrir que seria internado em uma clínica de reabilitação.

De acordo com Roque, quando os policiais chegaram ao local, o suspeito estava muito exaltado e havia feito o uso de entorpecentes. O suspeito estava com uma faca no começo da ocorrência, mas em seguida largou a arma.

“Ele não queria mais ser internado, a verdade é essa e agiu agressivamente. Ele estava fazendo o uso de entorpecentes durante as negociações. A mãe dele disse que ele faz uso de medicamentos controlados, mas não estava tomando por esses dias, o que pode ter ocasionado tudo isso”, disse Roque.

Esta não seria a primeira vez que o jovem seria internado para tratamento. Atualmente, ele estava convivendo em família, com a mãe, a esposa e a filha recém-nascida. O tratamento estava sendo realizado com a medicação em casa mesmo.

O jovem que faz o uso de tornozeleira eletrônica foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para receber atendimento e ser medicado. O tenente-coronel afirmou que, possivelmente, ele será internado para receber o tratamento para o qual sua mãe havia acionado o Samu mais cedo, antes de tudo acontecer.