Tereza Cristina: Reconhecimento da OIE confirma o elevado padrão sanitário da nossa pecuária

Os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso agora são reconhecidos internacionalmente como zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

De acordo dados divulgados nesta quinta-feira, 27, durante uma live de comemoração do Ministério da Agricultura, ao todo, são mais de 40 milhões de cabeças que deixam de ser vacinadas, o que corresponde a cerca de 20% do rebanho bovino brasileiro, e 60 milhões de doses anuais da vacina que deixam de ser utilizadas, gerando uma economia de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

O reconhecimento foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) durante a manhã desta quinta-feira, 27, na 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE. O Paraná também recebeu o reconhecimento como zona livre de peste suína clássica independente.

Ao lado de governadores dos estados beneficiados e representantes de entidades do agronegócio, em seu discurso, a ministra Tereza Cristina ressaltou o empenho dos pecuaristas brasileiros e de toda a cadeia produtiva de proteína animal, em cumprir as normas sanitárias, e dos estados, no fortalecimento dos serviços veterinários.

“O reconhecimento da OIE significa confirmar o elevado padrão sanitário da nossa pecuária e abre diversas possibilidades para que o Ministério da Agricultura trabalhe pelo alcance de novos mercados para a carne bovina e carne suína do Brasil, assim como pela ampliação dos tipos de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”, disse a ministra.

“A conquista também demonstra a sintonia entre os governos dos estados, sistema de serviços veterinários e a indústria. De agora em diante, o objetivo é que todos os estados consigam esse feito até 2026. Essas 44 milhões de cabeças de gado sem febre aftosa sem vacinação, representam cerca de 20% do rebanho bovino, e suínos, 50%”, enfatizou Tereza Cristina.

“Esse reconhecimento internacional é muito importante para o país e impacta positivamente toda cadeia produtiva do agronegócio. A parceria entre o serviço veterinário oficial e o setor produtivo tem sido a base fundamental para os avanços conquistados. Agora, o Ministério segue, junto ao setor privado, com o desafio de manter a condição do país de livre da febre aftosa e de caminhar rumo ao objetivo de ampliar as áreas com reconhecimento de livre sem vacinação”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária Mapa, José Guilherme Leal.

Presente na comemoração, o diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários, Geraldo Moraes, enfatizou todo o trabalho realizado ao longo de 70 anos, quando autoridades e governos realizaram a primeira conferência sobre a doença em 1950, no Rio de Janeiro. “O desafio agora é levar o Brasil inteiro a ser declarado como livre da doença, ação que faz parte do plano estratégico de 2017 a 2026.”

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Fonte: Ministério da Agricultura

Status de livre de aftosa sem vacinação abrirá mercados

De acordo com a pasta, atualmente, existem em torno de 70 países reconhecidos livres de febre aftosa sem vacinação, que são potenciais mercados para a produção de carne bovina e suína, com melhor preço e sem restrições sanitárias como, no caso da carne bovina, desossa e maturação. Entre esses países estão Japão, EUA, México e países da UE. Em 2021, nos quatro primeiros meses do ano, o volume exportado de carne bovina e suína aumentou 27% na Região Sul do país, representando valores de R$ 4,3 bilhões, contra R$ 3,4 bilhões no mesmo período em 2020.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, José Guilherme Leal, o governo já está com conversas avançadas com Japão e Coreia do Sul para a exportação da carne bovina dos estados com novo status sanitário. A expectativa é de que, após a apresentação dos documentos da OIE, os países criem comitivas para fazer auditorias dos estados antes de concluir a negociação. O Canadá também é outro mercado com negociação em andamento.

Há expectativa também de que mercados já conquistados abram possibilidade de envio de novos produtos. É o caso dos miúdos de porco que passariam a ser aceitos pela China, quando vendidos por estados livres de aftosa sem vacinação. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as mercadorias tenham uma valorização que varia entre 25% e 30%.

“O fato cria uma importância enorme sobre o nosso país. Vamos conseguir ampliar o mercado, porque podemos mostrar que o nosso país produz com sanidade, qualidade e muita responsabilidade. O Brasil é um país que merece a confiança do mercado, e com o reconhecimento da OIE, isso ficará mais fácil. Parabéns as entidades e ao Ministério da Agricultura, que focaram no futuro e se empenharam em ganhar ainda mais espaço no mundo da proteína animal”, afirmou o deputado e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Sérgio Souza. 

Governadores repercutem conquista

Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, agora será “preciso continuar trabalhando pelo fortalecimento dos fundos privados, para que o país continue avançando e mostrando toda a capacidade produtora ao mundo”.

Ratinho Júnior, governador do estado do Paraná, também celebrou por videoconferência o status adquirido. “Temos orgulho de receber mais essa conquista para o setor produtivo do estado. Agora, o Paraná será ainda mais protagonista na produção de alimentos com sustentabilidade, sendo um dos nossos objetivos maior”, disse.

Já o governador do Amazonas, Wilson Lima, enfatizou a importância da conquista para o setor da pecuária no estado e como o feito pode quebrar barreiras. “No Amazonas, enfrentamos a desconfiança internacional e de alguns seguimentos ambientalistas. Nosso desafio é mostrar que podemos produzir e preservar ao mesmo tempo, e quero agradecer pelo empenho pessoal da Teresa Cristina, que nos mostrou todo o caminho a ser trilhado. Estamos investindo em barreiras sanitárias e em boas práticas de manejo. Além disso, estamos fortalecendo a agricultura familiar, onde já nos tornamos o estado que mais compra desse segmento. Com esse reconhecimento, a expectativa é que possamos avançar cada vez mais no mercado, além de levar mais confiança a quem produz.”

Os 14 municípios do Amazonas que ganharam o reconhecimento internacional concentram 70% do rebanho do estado, segundo o chefe da divisão de Febre Aftosa no Mapa, Diego Viali. Já os cinco municípios de Mato Grosso detém 1% do rebanho estadual.

Por fim, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reforçou que o compromisso e a responsabilidade no setor será ainda maior com o novo status. “É preciso lembrar ainda que é somente deixar de vacinar os animais, será preciso criar uma estrutura de pronta atenção e isso exige coordenação de esforços, sem jogos de empurra e reforço da crença de colaboração entre os setores.  O status demonstra ainda que a união e articulação dos poderes junto os pecuaristas, onde estamos todos puxando os objetivos para a mesma direção.”

“Estamos animados e cientes que neste novo cenário, os investimentos internacionais devem aumentar, o que reforça a confiança do setor. Com o certificado, estamos prontos para sair mundo afora, intensificando o contato com os parceiros comerciais e agregando valor a nossa proteína animal. Nesse ritmo, a retomada da nossa economia pós-pandemia será ainda mais, e como sempre, o agronegócio é pilar importante”, comemorou Leite.

Participaram também do evento o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário de Produção e Agronegócio do Acre, José Aristides Junqueira;  além de parlamentares e representantes de secretarias dos estados.

 

 

 

 

Os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso agora são reconhecidos internacionalmente como zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

De acordo dados divulgados nesta quinta-feira, 27, durante uma live de comemoração do Ministério da Agricultura, ao todo, são mais de 40 milhões de cabeças que deixam de ser vacinadas, o que corresponde a cerca de 20% do rebanho bovino brasileiro, e 60 milhões de doses anuais da vacina que deixam de ser utilizadas, gerando uma economia de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

O reconhecimento foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) durante a manhã desta quinta-feira, 27, na 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE. O Paraná também recebeu o reconhecimento como zona livre de peste suína clássica independente.

Ao lado de governadores dos estados beneficiados e representantes de entidades do agronegócio, em seu discurso, a ministra Tereza Cristina ressaltou o empenho dos pecuaristas brasileiros e de toda a cadeia produtiva de proteína animal, em cumprir as normas sanitárias, e dos estados, no fortalecimento dos serviços veterinários.

“O reconhecimento da OIE significa confirmar o elevado padrão sanitário da nossa pecuária e abre diversas possibilidades para que o Ministério da Agricultura trabalhe pelo alcance de novos mercados para a carne bovina e carne suína do Brasil, assim como pela ampliação dos tipos de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”, disse a ministra.

“A conquista também demonstra a sintonia entre os governos dos estados, sistema de serviços veterinários e a indústria. De agora em diante, o objetivo é que todos os estados consigam esse feito até 2026. Essas 44 milhões de cabeças de gado sem febre aftosa sem vacinação, representam cerca de 20% do rebanho bovino, e suínos, 50%”, enfatizou Tereza Cristina.

“Esse reconhecimento internacional é muito importante para o país e impacta positivamente toda cadeia produtiva do agronegócio. A parceria entre o serviço veterinário oficial e o setor produtivo tem sido a base fundamental para os avanços conquistados. Agora, o Ministério segue, junto ao setor privado, com o desafio de manter a condição do país de livre da febre aftosa e de caminhar rumo ao objetivo de ampliar as áreas com reconhecimento de livre sem vacinação”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária Mapa, José Guilherme Leal.

Presente na comemoração, o diretor do Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários, Geraldo Moraes, enfatizou todo o trabalho realizado ao longo de 70 anos, quando autoridades e governos realizaram a primeira conferência sobre a doença em 1950, no Rio de Janeiro. “O desafio agora é levar o Brasil inteiro a ser declarado como livre da doença, ação que faz parte do plano estratégico de 2017 a 2026.”

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Fonte: Ministério da Agricultura

Status de livre de aftosa sem vacinação abrirá mercados

De acordo com a pasta, atualmente, existem em torno de 70 países reconhecidos livres de febre aftosa sem vacinação, que são potenciais mercados para a produção de carne bovina e suína, com melhor preço e sem restrições sanitárias como, no caso da carne bovina, desossa e maturação. Entre esses países estão Japão, EUA, México e países da UE. Em 2021, nos quatro primeiros meses do ano, o volume exportado de carne bovina e suína aumentou 27% na Região Sul do país, representando valores de R$ 4,3 bilhões, contra R$ 3,4 bilhões no mesmo período em 2020.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, José Guilherme Leal, o governo já está com conversas avançadas com Japão e Coreia do Sul para a exportação da carne bovina dos estados com novo status sanitário. A expectativa é de que, após a apresentação dos documentos da OIE, os países criem comitivas para fazer auditorias dos estados antes de concluir a negociação. O Canadá também é outro mercado com negociação em andamento.

Há expectativa também de que mercados já conquistados abram possibilidade de envio de novos produtos. É o caso dos miúdos de porco que passariam a ser aceitos pela China, quando vendidos por estados livres de aftosa sem vacinação. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as mercadorias tenham uma valorização que varia entre 25% e 30%.

“O fato cria uma importância enorme sobre o nosso país. Vamos conseguir ampliar o mercado, porque podemos mostrar que o nosso país produz com sanidade, qualidade e muita responsabilidade. O Brasil é um país que merece a confiança do mercado, e com o reconhecimento da OIE, isso ficará mais fácil. Parabéns as entidades e ao Ministério da Agricultura, que focaram no futuro e se empenharam em ganhar ainda mais espaço no mundo da proteína animal”, afirmou o deputado e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Sérgio Souza. 

Governadores repercutem conquista

Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, agora será “preciso continuar trabalhando pelo fortalecimento dos fundos privados, para que o país continue avançando e mostrando toda a capacidade produtora ao mundo”.

Ratinho Júnior, governador do estado do Paraná, também celebrou por videoconferência o status adquirido. “Temos orgulho de receber mais essa conquista para o setor produtivo do estado. Agora, o Paraná será ainda mais protagonista na produção de alimentos com sustentabilidade, sendo um dos nossos objetivos maior”, disse.

Já o governador do Amazonas, Wilson Lima, enfatizou a importância da conquista para o setor da pecuária no estado e como o feito pode quebrar barreiras. “No Amazonas, enfrentamos a desconfiança internacional e de alguns seguimentos ambientalistas. Nosso desafio é mostrar que podemos produzir e preservar ao mesmo tempo, e quero agradecer pelo empenho pessoal da Teresa Cristina, que nos mostrou todo o caminho a ser trilhado. Estamos investindo em barreiras sanitárias e em boas práticas de manejo. Além disso, estamos fortalecendo a agricultura familiar, onde já nos tornamos o estado que mais compra desse segmento. Com esse reconhecimento, a expectativa é que possamos avançar cada vez mais no mercado, além de levar mais confiança a quem produz.”

Os 14 municípios do Amazonas que ganharam o reconhecimento internacional concentram 70% do rebanho do estado, segundo o chefe da divisão de Febre Aftosa no Mapa, Diego Viali. Já os cinco municípios de Mato Grosso detém 1% do rebanho estadual.

Por fim, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reforçou que o compromisso e a responsabilidade no setor será ainda maior com o novo status. “É preciso lembrar ainda que é somente deixar de vacinar os animais, será preciso criar uma estrutura de pronta atenção e isso exige coordenação de esforços, sem jogos de empurra e reforço da crença de colaboração entre os setores.  O status demonstra ainda que a união e articulação dos poderes junto os pecuaristas, onde estamos todos puxando os objetivos para a mesma direção.”

“Estamos animados e cientes que neste novo cenário, os investimentos internacionais devem aumentar, o que reforça a confiança do setor. Com o certificado, estamos prontos para sair mundo afora, intensificando o contato com os parceiros comerciais e agregando valor a nossa proteína animal. Nesse ritmo, a retomada da nossa economia pós-pandemia será ainda mais, e como sempre, o agronegócio é pilar importante”, comemorou Leite.

Participaram também do evento o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário de Produção e Agronegócio do Acre, José Aristides Junqueira;  além de parlamentares e representantes de secretarias dos estados.

 

 

 

 

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