Vacina contra o coronavírus: como a imunização age no corpo humano?

Tire suas dúvidas sobre como funciona a vacina contra o coronavírus

Não se fala em outra coisa que não seja a vacina contra o coronavírus, e isso não é à toa: todos estão ansiosos para garantir a imunidade e voltar à vida normal. Por mais criterioso que seja o processo de desenvolvimento de uma vacina, cientistas de todo o mundo lutaram contra o tempo para garantir uma medida eficaz no combate da Covid-19. No entanto, ainda assim é comum surgirem algumas dúvidas sobre como funcionam essas vacinas e como a imunização age no corpo humano. Para desvendar essas questões, o Cuidados Mil foi atrás de respostas e explicações sobre o assunto. Veja!

Como funciona a vacina para Covid-19?

As vacinas contra o coronavírus são desenvolvidas principalmente com base em três tipos de tecnologia: as que usam o vírus inativado, as que usam uma proteína do vírus e as que usam o RNA mensageiro. No entanto, embora a forma de produção das vacinas seja feita de modo distinto, o objetivo é basicamente o mesmo: expor o organismo ao vírus, mas de uma forma que o indivíduo não adoeça. Dessa forma, o corpo humano é estimulado a produzir anticorpos, que são os responsáveis pela nossa imunidade.

Os anticorpos são uma defesa natural do corpo que, ao entrar em contato com um vírus ou uma bactéria causadora de doenças, “reage” combatendo esse agente No caso do coronavírus e de várias outras enfermidades, as vacinas são criadas para estimular a produção desses anticorpos antes mesmo do contato direto com os micro-organismos. Isso ajuda a proteger o organismo, evitando quadros graves da doença.

O que se sabe sobre as vacinas disponíveis contra o coronavírus?

Várias vacinas contra Covid-19 estão sendo desenvolvidas em diversas partes do mundo e muitas já estão em uso em diferentes países. No Brasil, a Anvisa aprovou recentemente o uso emergencial de duas vacinas contra o coronavírus – a CoronaVac, da parceria entre o laboratório Sinovac da China e o Instituto Butantan de São Paulo, e a vacina de Oxford do laboratório AstraZeneca em parceria com a Fiocruz. 

A CoronaVac apresentou uma taxa de eficácia de 78% para casos leves e de 100% para infecções moderadas e graves. Na prática, isso quer dizer que as pessoas vacinadas têm 0% de chance de desenvolverem um caso grave ou moderado da doença, e, caso a pessoa seja infectada com o vírus, tem 22% de chance de desenvolver um quadro leve. Já a vacina de Oxford demonstrou eficácia de 70% na prevenção de infecção pelo coronavírus.

A imunização não é imediata e alguns cuidados ainda são importantes

Mesmo vacinado, é importante ter em mente que a imunização do corpo não age de forma imediata. Leva um tempo para que o organismo produza os anticorpos necessários para combater o vírus em questão e é fundamental respeitar todas as recomendações dos órgãos de saúde. No caso do coronavírus, a maioria das vacinas precisa de pelo menos duas doses para atingir a eficácia necessária. Portanto, não adianta tomar somente a primeira dose e achar que você está automaticamente imune, porque não é assim que funciona.

Além disso, como ainda vai demorar um pouco até que toda a população seja vacinada, as medidas de isolamento social devem permanecer para poupar a saúde de quem ainda não teve essa oportunidade. O uso de máscaras e álcool em gel, bem como o distanciamento social, ainda vão fazer parte da rotina por mais um tempo até que todos estejam a salvo da Covid-19.

Por Redação