Vigilantes da UFMT temem ser demitidos após falta de repasse

Os vigilantes que prestam serviço terceirizado à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) temem ser demitidos na primeira quinzena de maio.

De acordo com o vigilante Adriano, “o medo” é devido a empresa MJB Vigilância e Segurança estar com um rombo no caixa no valor de R$ 4 milhões devido a falta de repasse da instituição desde o ano de 2016.

Enquanto isso, os vigilantes da empresa continuam trabalhando na universidade em um turno de 12 por 36 horas, mas com a conta no vermelho, já que o pagamento do salário não está sendo realizado.

De acordo com Salme, tudo começou quando houve a troca de diretores e a reitora Myrian Thereza de Moura Serra assumiu a vaga. Desde então, a empresa passou a receber notificações de que era preciso trocar alguns funcionários porque eles estavam faltando ao local de trabalho. Após essa notificação, outras também foram repassadas pela direção da instituição, como por exemplo, que os coletes dos funcionários estavam vencidos.

Na avaliação do empresário, a falta de recebimento agora é colocada em cima da crise da pandemia que se instalou nos últimos dias.

“A coisa tá absurda. Vamos fazer de tudo para não demitir ninguém. Porém, eu acredito que a situação virou pessoal porque eles estão de pirraça com os empresários que aprovaram e continuam aprovando quem é a favor do Governo Federal, que é contra a corrupção. Pediram-me propina e eu neguei. Então agora estão no meu pé para que de todo jeito a empresa saia do local”, afirmou.

REUNIÃO COM REITOR
Agora, para que os funcionários não sejam demitidos e o prejuízo que está na casa dos R$ 4 milhões seja recuperado, o representante da empresa, aguarda um prazo para que o reitor atenda a equipe gestora.

“Nosso país precisa de uma intervenção militar para que a corrupção seja de fato excluída. Meus funcionários, que são pais de família, temem porque não recebem o salário e caso a situação não melhore vamos ter que começar a demitir a equipe”, disse.

O vigilante Adriano que cuida dos blocos de Direito e Didático 1 e 2, contou que a situação com a universidade “virou uma bola de neve”

“Nessa pandemia continuamos trabalhando. Mas, somos pais de família e precisamos trazer o sustento para nossa casa. Pedimos que o reitor nos atenda e verifique essa situação de repasse para nossa empresa”, finalizou.

OUTRO LADO
A equipe de reportagem entrou em contato com a instituição para ter esclarecimento do caso. Mas, nenhuma das ligações foi atendida ou retornada.